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Milhares receberão vacinas contra ebola a partir de janeiro

Testes clínicos iniciais de vacinas das farmacêuticas GlaxoSmithKline e NewLink Genetics já estão em andamento

21 out 2014
17h54
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<p>Diretora-geral-assistente da OMS para sistemas de sa&uacute;de e inova&ccedil;&atilde;o, Marie-Paule Kieny, concede entrevista coletiva sobre a vacina&ccedil;&atilde;o contra o ebola, em Genebra, na Su&iacute;&ccedil;a, nesta ter&ccedil;a-feira. 21/10/2014</p>
Diretora-geral-assistente da OMS para sistemas de saúde e inovação, Marie-Paule Kieny, concede entrevista coletiva sobre a vacinação contra o ebola, em Genebra, na Suíça, nesta terça-feira. 21/10/2014
Foto: Denis Balibouse / Reuters

Dezenas de milhares de pessoas na África Ocidental devem começar a receber vacinas experimentais do ebola a partir de janeiro, mas uma imunização da população em geral ainda está distante, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira.

Conheça as medidas para evitar o contágio do ebola

Testes clínicos iniciais de vacinas das farmacêuticas GlaxoSmithKline e NewLink Genetics já estão em andamento. Cerca de 500 voluntários devem participar em países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Suíça, Mali, Gabão e Quênia.

Os testes irão gerar dados sobre segurança e resposta imunológica até dezembro. As vacinas poderão, então, ser enviadas no começo do ano que vem para alguns grupos, como agentes de saúde no fronte do combate à doença, declarou a diretora-geral-assistente da OMS para sistemas de saúde e inovação, Marie-Paule Kieny.

“Estes dados são absolutamente cruciais para permitir a tomada de decisões sobre a dosagem que deve ser usada nos testes de eficácia na África”, disse Kieny em uma entrevista coletiva de imprensa.

Determinar a dosagem irá ditar a produção, ou a quantidade total, de vacinas disponíveis para os grandes testes clínicos na África, informou ela.

“Ainda existe a possibilidade de que não dê certo, mas todos estão se organizando para poderem ir para o oeste da África em janeiro”, acrescentou Kieny.

“Quando falo em mobilização, não falo de vacinação coletiva, mas da utilização de doses em dezenas de milhares de pessoas nos primeiros meses do ano.”

O surto de ebola no oeste africano já matou 4.546 pessoas dentre 9.191 casos conhecidos desde março na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné, de acordo com a OMS, que declarou que as epidemias no Senegal e na Nigéria terminaram.

Surgiram alguns casos na Espanha e nos Estados Unidos, que na segunda-feira emitiram novos e rígidos protocolos para os agentes de saúde que tratam de vítimas do vírus mortal.

Produção de vacinas
Os fabricantes de vacinas e autoridades regulatórias estão agindo rápido e acelerando os testes e aprovação das vacinas, disse Kieny, e os doadores estão prontos para financiar sua distribuição, que deve custar centenas de milhões de dólares.

A aliança GAVI, sediada em Genebra, oferece vacinas a preços acessíveis para uso em países em desenvolvimento. Embora as vacinas da GSK e da NewLink sejam vistas como “principais candidatas”, há outras sendo desenvolvidas.

A Johnson&Johnson tem uma vacina em potencial que deve começar a ser usada em testes clínicos em janeiro, declarou Kieny.

A Inovio Pharmaceuticals está desenvolvendo uma vacina de DNA que também entra na fase de testes no início de 2015, e a Protein Sciences prepara uma vacina que deve ser testada no primeiro trimestre do próximo ano, disse ela.

Entre as drogas experimentais contra o ebola está o remédio para gripe Avigan, ou favipiravir, da Fujifilm, cujas segurança e eficácia o governo francês irá avaliar em um teste clínico na Guiné, relatou a diretora da OMS.

A droga Zmapp, da Mapp Biopharmaceutical, foi ministrada a alguns agentes de saúde retirados da região africana afetada, mas isso foi feito de maneira pontual, esclareceu ela.

Foto: Arte Terra

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