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Milei envia carta a Lula e diz que não vai aderir aos Brics

O grupo é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul; a partir de 1º de janeiro Egito, Irã, Etiópia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos também farão parte do clube

29 dez 2023 - 13h03
(atualizado às 13h36)
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Em carta enviada ao Brasil, o presidente da Argentina, Javier Milei, expressou a intenção de recusar a entrada de seu país no grupo dos Brics.

Javier Milei, presidente da Argentina
Javier Milei, presidente da Argentina
Foto: Cedoc / Perfil Brasil

No documento, ao qual a GloboNews teve acesso, Milei afirmou não considerar "oportuna" a adesão ao bloco dos países emergentes do qual já fazem parte Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul; em agosto deste ano, a Argentina e outros cinco países foram convidados a se unir aos Brics. Se o convite tivesse sido aceito, a adesão formal do país vizinho ocorreria a partir de 1º de janeiro de 2024.

"Algumas decisões tomadas pela gestão anterior (do ex-presidente Alberto Fernández) serão revisadas. Entre elas, encontra-se a criação de uma unidade especializada para a participação ativa do país (Argentina) no [sic] Brics (...)", escreveu Javier Milei.

A carta chegou às mãos de Luiz Inácio Lula da Silva em 22 de dezembro e também foi enviada a líderes dos outros membros dos Brics.

Fontes do governo brasileiro ouvidas pela rede de televisão disseram que o posicionamento de Buenos Aires foi recebido com "zero suspresa" em Brasília. Em novembro, a ministra das Relações Exteriores da Argentina, Diana Mondino, já havia indicado que seu país não iria aderir ao bloco.

Em agosto, quando ainda estava em campanha à presidência da Argentina, Milei afirmou ser contra a entrada da Argentina no grupo porque "nosso alinhamento geopolítico é com os Estados Unidos e com Israel. Nós não vamos nos alinhar com comunistas".

Durante a última cúpula dos Brics, em agosto de 2023, os membros do grupo decidiram ampliar o bloco, um debate que já estava em discussão.

O grupo decidiu convidar formalmente seis países para se tornarem novos membros, explicou o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa: Argentina, Egito, Irã, Etiópia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

O debate sobre a expansão do bloco dos Brics esteve no topo da agenda durante as reuniões em Joanesburgo.

Perfil Brasil
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