Mercado de matérias-primas não pode ser dominado pela China, diz Itália
Vice-premiê Antonio Tajani defendeu alternativas para reduzir dependência
Em visita a Buenos Aires, o vice-premiê italiano, Antonio Tajani, defendeu a criação de um mercado alternativo de matérias-primas para reduzir a dependência da China e aumentar a competitividade da indústria europeia. Liderando uma missão com mais de 100 empresas, Tajani assinou acordos com a Argentina, incluindo um focado em matérias-primas com custos menores para impulsionar a economia da Itália, antes de seguir viagem para São Paulo no âmbito do acordo entre Mercosul e União Europeia.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, defendeu nesta terça-feira (8) a criação de um mercado alternativo de matérias-primas para reduzir a dependência em relação à China e aumentar a competitividade da indústria italiana e europeia.
A declaração foi dada em Buenos Aires, onde lidera uma missão com mais de 100 empresas da Itália para discutir oportunidades no âmbito do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.
"Hoje assinamos dois acordos com o governo argentino, um deles sobre matérias-primas. Somos um país industrial e não podemos ter um mercado dominado apenas pelos chineses, que seguem seus próprios interesses", declarou Tajani na capital argentina.
"É preciso ter um mercado alternativo que nos permita ser mais competitivos, com custos menores de matérias-primas", acrescentou. Segundo o ministro, os dois acordos são "muito importantes" e servirão para "ajudar ainda mais" as empresas italianas.
"Se ajudamos as empresas, ajudamos a economia do nosso país e ajudamos os nossos cidadãos a viver melhor", explicou. A missão liderada por Tajani segue na quarta-feira (9) para São Paulo.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.