Meloni e Mattarella visitam feridos em hospitais após ataque que chocou Itália
Atropelamento atingiu 8 pedestres, deixando alguns em estado grave, em Modena
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, e a primeira-ministra Giorgia Meloni visitaram neste domingo (17) os hospitais onde estão internadas as oito vítimas do grave atropelamento ocorrido no sábado (16), no centro de Modena.
Os líderes italianos compareceram ao Hospital Civil de Baggiovara, em Modena, às 11h (horário local), e ao meio-dia seguiram para o Hospital Maggiore, em Bolonha, onde parte das vítimas continua internada em estado grave. A visita ocorreu de forma reservada, sem declarações oficiais à imprensa.
Durante os encontros, os líderes italianos prestaram solidariedade aos feridos, aos familiares e às equipes médicas responsáveis pelo atendimento.
"Obrigado pelo que vocês fazem nesta circunstância dramática, mas também rotineiramente. Estamos cientes do trabalho realizado todos os dias", afirmou o presidente italiano à equipe médica.
No Hospital Maggiore, em Bolonha, os líderes italianos visitaram dois casais feridos no ataque. O prefeito de Bolonha, Matteo Lepore, e o presidente regional Michele de Pascale também participaram da recepção institucional.
Ontem (16), o suspeito, Salim El Koudri, de 31 anos, atropelou vários pedestres na Via Emilia Centro, área histórica de Modena, deixando ao menos oito pessoas feridas. Durante a ação, ele também teria esfaqueado um homem que tentava impedi-lo junto com outras pessoas.
Diante da gravidade do episódio, Meloni cancelou uma viagem oficial ao Chipre para retornar à Itália e acompanhar Mattarella na visita aos hospitais.
Ao deixarem a unidade hospitalar, Mattarella e Meloni encontraram algumas das pessoas que ajudaram a deter o agressor.
A primeira-ministra abraçou Luca Signorelli, um dos homens que participou da imobilização do suspeito.
Na manhã seguinte ao ataque, o clima em Modena era de silêncio e consternação. Na Via Emilia Centro, local do atropelamento, os vestígios da tragédia já haviam sido removidos, restando apenas danos em uma vitrine atingida pelo veículo durante a fuga.
"Vi pessoas correndo e se jogando para escapar. Foi uma cena horrível", contou um residente que estava próximo ao local no momento do ataque.
Uma mulher de 55 anos permanece em estado crítico no Hospital Maggiore, em Bolonha. Ela sofreu múltiplos ferimentos e segue internada na UTI junto com o marido, também ferido no atropelamento. Apesar da gravidade, os médicos afirmam que ambos apresentam estabilidade clínica.
Do lado de fora da UTI, familiares aguardavam notícias sobre o casal internado. O filho das vítimas, acompanhado do avô e de um amigo, preferiu não falar com jornalistas.
Segundo Carlo Coniglio, chefe da unidade de terapia intensiva do hospital, a paciente mostrou sinais de melhora nas últimas horas, embora o quadro ainda inspire cuidados.
Outras vítimas continuam internadas no Hospital Civil de Baggiovara, em Modena. Entre elas, duas mulheres em estado grave passaram por cirurgias e seguem com prognóstico reservado. Já três pacientes receberam alta após atendimento por ferimentos leves e crises de pânico.
As autoridades médicas informaram que equipes de apoio psicológico foram mobilizadas para auxiliar os parentes das vítimas durante o período de internação.
Signorelli, um dos cidadãos que ajudaram a imobilizar o suspeito até a chegada da polícia, foi recebido com aplausos ao entrar ao hospital em Modena. Pessoas que aguardavam os líderes italianos o reconheceram e agradeceram por sua atitude. "Obrigado, obrigado", respondeu ele diante da ovação. .
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