Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mafioso que detonou bomba contra Falcone é solto após 25 anos

Italiano também estrangulou criança e dissolveu seu corpo em ácido

31 mai 2021 - 17h29
(atualizado às 17h44)
Compartilhar

O mafioso italiano Giovanni Brusca, um dos criminosos mais leais ao chefe da Cosa Nostra, Totò Riina, deixou a prisão nesta segunda-feira (31) após 25 anos, informou o jornal "L'Espresso".

Mafioso italiano é libertado após 25 anos
Mafioso italiano é libertado após 25 anos
Foto: Ansa / Ansa - Brasil

Brusca foi responsável por apertar o botão de um explosivo que, em maio de 1992, detonou o carro do juiz Giovanni Falcone, considerado um dos maiores heróis da luta contra a máfia na Itália.

Além disso, ele também admitiu ter estrangulado um menino de 11 anos, Giuseppe Di Matteo, filho de um colaborador da justiça, e ter dissolvido seu corpo em ácido, em 1995.

O criminoso deixou a penitenciária de Rebibbia em Roma 45 dias antes de sua pena expirar. O Tribunal de Apelação de Milão decidiu que ele ficará sujeito a verificações e proteção e terá que respeitar quatro anos de liberdade condicional.

Brusca foi detido em maio de 1996 em Cannatello, um balneário na Sicília, ilha no sul da Itália e sede da máfia Cosa Nostra, onde estava com seu irmão, Vincenzo, suas respectivas esposas e seus três filhos.

Conhecido como "O Porco", o criminoso também foi acusado de ter planejado diversos atentados em Roma, Florença e Milão, em 1993. Alguns anos após ser detido, decidiu colaborar com a justiça italiana, tornando-se mais um "arrependido".

"Autor do massacre de Capaci, assassino entre outros do pequeno Giuseppe Di Matteo, dissolvido em ácido por ser filho de um arrependido. Após 25 anos de prisão, o mafioso Giovanni Brusca é libertado. Esta não é a "justiça" que os italianos merecem", lamentou o ex-ministro do Interior da Itália Matteo Salvini.

Famoso por sua frieza e crueldade, Brusca detonou explosivos que estavam escondidos na estrada A29 em Capaci, próxima a Palermo, no momento em que passava o carro onde Falcone estava, em 23 de maio de 1992.

Além do juiz, morreram no ataque a esposa do magistrado, Francesca Morvillo, e três agentes que faziam a escolta de Falcone: Vito Schifani, Rocco Dicillo e Antonio Montinaro.

"Humanamente é uma notícia que me dói, mas esta é a lei, uma lei que o meu irmão também queria e por isso deve ser respeitada. Só espero que o judiciário e a polícia vigiem com muita atenção para evitar o perigo de volta, tendo em vista que trata-se de uma pessoa que teve um caminho muito tortuoso", afirmou Maria Falcone, irmã do juiz assassinado.

Ansa - Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra