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Maduro ordena expulsão de embaixador da Alemanha

Diplomata foi receber opositor Juan Guaidó em aeroporto

6 mar 2019
17h17
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O governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou hoje (6) a expulsão do embaixador da Alemanha, Martin Kriener, declarando-o "persona non grata", após o diplomata ter ajudado o opositor Juan Guaidó.
    Kriener recebeu na segunda-feira (4), no aeroporto internacional de Caracas, o deputado opositor e autodeclarado presidente da Venezuela, quando Guiadó voltava ao país depois de um giro oficial pela América do Sul.
    Em uma nota, o governo de Maduro informou que a decisão de expulsar o embaixador da Alemanha se deve a "recorrentes atos de ingerência nos assuntos internos do país" cometidos pelo diplomata, que, "em desacato, compareceu ao aeroporto internacional de Maiquetía para testemunhar a chegada do deputado Juan Guiadó". O diplomata tem 48 horas para deixar o país.
    Kriener, junto com outros diplomatas - entre eles do Brasil, Argentina, EUA, Canadá, Chile, Peru, Espanha e Portugal - foi ao aeroporto apoiar Guaidó, que é reconhecido por mais de 50 países como o novo presidente da Venezuela. O objetivo era evitar uma prisão do deputado opositor quando voltasse a Caracas.
    "A Venezuela considera inaceitável que um diplomata estrangeiro assuma, em seu território, uma atuação pública próxima à de um líder político alinhado com a agenda conspiratória de setores extremistas da oposição venezuelana", disse o governo de Maduro.
    Por sua vez, a Alemanha publicou uma nota dizendo que a atitude de Caracas "não é compreensível", além de configurar uma "escalada" na situação, em vez de uma "distensão". "O nosso apoio e o apoio europeu a Juan Guaidó não parará", reafirmou o ministro das Relações Exteriores alemão, Heiko Maas, acrescentando que convocará o embaixador para "consultas".
    Por sua vez, Guaidó criticou a decisão de Maduro. "É uma ameaça a um diplomata que exerce funções na Venezuela".
    Sanções - Também hoje, a Casa Branca informou que serão aplicadas sanções a instituições financeiras que apoiem Nicolás Maduro. De acordo com o governo dos Estados Unidos, as sanções recairão sobre "transações ilegítimas" ao regime venezuelano. "Os EUA não permitirão que Maduro roube para si a riqueza do povo da Venezuela", comentou o assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton.
    Em seguida, o vice-presidente Mike Pence divulgou que foram revogados os vistos norte-americanos de 77 pessoas ligadas a Maduro. Nações Unidas - A alta comissária das Nações Unidas Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a chilena Michelle Bachelet, anunciou que uma missão internacional visitará na semana que vem a Venezuela para "efetuar uma avaliação do país". "Fui convidada à Venezuela e, como em todo país para qual sou convidada, antes de viajar, quero assegurar se as condições da minha visita serão tais que poderei exercer minhas funções", contou Bachelet, em um vídeo postado no Twitter.

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