Líbano, Israel e EUA assinam acordo-quadro para iniciar processo de paz
Marco Rubio declarou que pacto fechado em Washington 'é um primeiro passo'
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (26) que Líbano, Israel e Estados Unidos assinaram um acordo-quadro trilateral para iniciar um processo de paz e encerrar os conflitos entre as forças de Tel Aviv e o Hezbollah.
As negociações entre as partes começaram em território americano em meados de abril, mas um acordo só foi alcançado nesta sexta-feira, após vários dias de conversas em Washington.
"O primeiro passo é, às vezes, o mais difícil, e é aquele que estamos dando juntos hoje. Hoje marca o início do começo. Há muito trabalho a ser feito. Não subestimamos as dificuldades da empreitada que temos pela frente, mas compreendemos sua importância e o quanto ela é vital", disse Rubio, acrescentando que o pacto é um "primeiro passo" e que a paz é "o que esses países merecem".
Em sua mensagem, Rubio expressou esperança de que o diálogo continue a trazer "progressos tangíveis para as populações" do Líbano e de Israel. Além disso, o americano disse esperar que as duas nações possam ter "confiança em um futuro de paz e prosperidade".
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as negociações foram longas, mas renderam frutos.
"O mais importante é que Israel permaneça na zona de segurança no sul do Líbano. Esta é uma grande conquista, e manteremos essa posição até que o Hezbollah se desarme. Este é também um duro golpe para o Irã. Essencialmente, Israel, Líbano e EUA estão dizendo ao Irã: isso não é da sua conta", comentou o chefe de governo.
A Itália, por meio de uma nota divulgada pelo Palazzo Chigi, celebrou o sucesso das conversas na capital americana e garantiu que continuará cumprindo seu papel.
"O governo italiano saúda o anúncio de um acordo-quadro entre o Líbano e Israel. É essencial consolidar o cessar-fogo entre o Líbano e Israel e criar as condições para uma paz duradoura entre as duas nações", afirmou o governo italiano.
Já a embaixadora do Líbano em Washington, Nada Maawad Hamad, avaliou que o pacto trilateral "representa um primeiro passo para restaurar a soberania do Líbano, garantindo um cessar-fogo permanente e definitivo, que permitirá aos nossos cidadãos retornar às suas terras e possibilitará a todo o povo libanês viver em paz, segurança e prosperidade".
Em um comunicado sobre a assinatura do acordo-quadro em Washington, o deputado do Hezbollah Hassan Fadlallah reafirmou a posição do movimento de "rejeição a negociações diretas com o inimigo israelense". Ele acrescentou que o acordo pode "minar a soberania do Líbano e provocar divisões internas perigosas".
A emissora pública israelense Kan detalhou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) recuarão para a zona de segurança, mas não deixarão o território libanês nesta etapa. Os moradores, por sua vez, poderão retornar às suas casas nas duas áreas-piloto, algo que não era possível até o momento.
Fontes ouvidas pelo veículo informaram que as partes chegaram a um acordo sobre como lidar com os túneis do Hezbollah, combater o fortalecimento militar da organização e iniciar negociações referentes à fronteira terrestre entre os dois países. .
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