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Legionários de Cristo admitem 175 crimes de pedofilia

Fundador da congregação mexicana teria cometido 60 absusos

22 dez 2019
13h12
atualizado às 13h16
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A Congregação mexicana dos Legionários de Cristo admitiu que 33 sacerdotes cometeram abusos sexuais contra 175 menores de idade. O fundador da entidade, o padre Marcial Maciel, está na lista e seria responsável por ao menos 60 casos de pedofilia.

Legionários de Cristo admitem 175 crimes de pedofilia
Legionários de Cristo admitem 175 crimes de pedofilia
Foto: Ansa / Ansa

Os crimes teriam ocorrido durante toda a existência da entidade, fundada no México, em 3 de janeiro de 1941. O balanço consta em um relatório, resultado de uma investigação interna, que será oficialmente divulgado no dia 20 de janeiro, em Roma. "Com isto, os Legionários de Cristo desejam dar um passo à frente ao confrontar sua história para conhecer e reconhecer o fenômeno do abuso sexual de menores e favorecer a reconciliação com as vítimas", diz o documento.

O relatório também informou que os 33 sacerdotes identificados como responsáveis por abusos sexuais representam 2,44% dos 1.353 legionários ordenados durante toda a história da congregação.

Dos 33 sacerdotes, seis já morreram, incluindo Maciel. Oito deixaram o sacerdócio, um saiu da congregação e 18 ainda são membros dos Legionários de Cristo.

A congregação, considerada ultraconservadora, foi alvo de diversas denúncias ao longo dos anos, inclusive contra Marcial Maciel, que morreu em 2008, nos Estados Unidos. Ele era acusado de ter tido uma filha, fruto de uma relação secreta, além de ter abusado sexualmente oito seminaristas. Em 2010, o papa Bento XVI ordenou medidas contra os Legionários de Cristo e, quatro anos depois, a entidade fez um pedido coletivo de "perdão".

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