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Leão XIV revoga corte salarial para cardeais imposto por Francisco

Pontífice afirmou que medida pode ser 'superada' sem afetar as contas

14 set 2026 - 08h03
(atualizado às 08h48)
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Resumo
O papa Leão XIV revogou o corte salarial de 10% aplicado aos cardeais da Cúria desde 2021, instituído por seu antecessor, Francisco, como contenção durante a pandemia de Covid-19. Com efeitos a partir de setembro de 2026, a decisão encerra as medidas de austeridade adotadas diante do déficit crônico da Santa Sé, sob a justificativa de que o desafio excepcional foi superado. A anulação ocorre após o Vaticano reverter o cenário fiscal e registrar superávit de 1,6 milhão de euros em 2024.

O papa Leão XIV revogou a redução de 10% nos salários dos cardeais da Cúria que havia sido imposta por seu antecessor, Francisco, em 2021, durante a pandemia de Covid-19.

Papa celebra missa com cardeais na Basílica de São Pedro, no Vaticano
Papa celebra missa com cardeais na Basílica de São Pedro, no Vaticano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A decisão está em um "motu proprio" assinado pelo pontífice americano em 1º de setembro e divulgado pelo Vaticano nesta segunda-feira (14).

"As medidas de contenção salarial adotadas pelo meu antecessor com a carta apostólica sob a forma de motu proprio 'Um Futuro Sustentável', de 23 de março de 2021, que também foram necessárias para enfrentar o desafio excepcional da pandemia, podem agora ser superadas, na certeza de que as instituições da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano continuarão, por diversos meios, no seu compromisso de garantir a sustentabilidade econômica", diz o texto.

O decreto de Francisco citado por Leão XIV usava como justificativas o déficit crônico nas contas da Santa Sé e o agravamento dessa situação pela pandemia para reduzir os salários de todos os cardeais em 10%, de chefes e secretários de dicastérios em 8% e de membros de institutos de vida consagrada ou sociedades de vida apostólica em 3%.

Além disso, o "motu proprio" de 2023 congelou os aumentos bienais de salários para dirigentes do Vaticano.

"Com efeitos a partir de 1º de setembro de 2026, a carta apostólica sob a forma de motu proprio 'Um Futuro Sustentável', de 23 de março de 2021, é revogada, sem prejuízo, contudo, dos efeitos produzidos durante o seu período de validade", afirma a decisão publicada por Leão XIV.

A Santa Sé registrou superávit de 1,6 milhão de euros (R$ 9,5 milhões) em 2024, ainda sob o pontificado de Francisco, (o balanço de 2025 ainda não foi divulgado), frente a um déficit de 51,2 milhões (R$ 302,7 milhões) no ano anterior.

Ansa - Brasil
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