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Kremlin diz que Putin, Trump e Xi podem realizar reunião na China no mês que vem

19 out 2026 - 11h34
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Resumo
O Kremlin informou que uma reunião entre Vladimir Putin, Donald Trump e Xi Jinping durante a cúpula da Apec, na China, foi cogitada para debater a guerra na Ucrânia, embora sem propostas formais. A Ucrânia criticou a iniciativa, afirmando que um diálogo sem sua presença apenas encorajaria Moscou. Já a Rússia ponderou que um acordo definitivo exigirá a participação de Kiev, apesar de as partes seguirem distantes de um consenso diplomático.

O Kremlin informou nesta ‌segunda-feira que os presidentes da Rússia, Vladimir Putin; dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, podem realizar uma reunião à margem da cúpula da Apec do próximo mês na China, e que a possibilidade de ⁠tal encontro havia surgido em negociações. 

O porta-voz do Kremlin, ‌Dmitry Peskov, fez o comentário após ser questionado sobre uma reportagem do Wall Street Journal que afirmava que ‌Putin havia proposto tal encontro ‌para discutir como pôr fim ao conflito na ⁠Ucrânia.

"Considerando que os três chefes de Estado podem, potencialmente, participar da cúpula na China, o assunto dessa hipotética reunião foi de fato levantado. Foi levantado, mas nenhuma proposta ou acordo específico foi discutido ou apresentado por ninguém, ‌seja em relação à reunião em si, seja à ‌possível pauta e ao ⁠conteúdo dessa ⁠reunião", disse Peskov.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, ⁠criticou a ideia de ‌tal cúpula.

"Uma reunião trilateral ‌entre os líderes da Ucrânia, dos EUA e da Rússia poderia ajudar a pôr fim à guerra mais cedo. Uma reunião trilateral entre os líderes ⁠da Rússia, da China e dos EUA teria exatamente o efeito oposto: encorajaria Putin a continuar essa guerra", afirmou ele no X.

Peskov, que disse aos repórteres em uma teleconferência diária que ‌os EUA continuam seus esforços de mediação para resolver o conflito e que a Rússia valoriza esses esforços, ⁠afirmou que era óbvio que a Ucrânia precisaria estar envolvida em qualquer acordo de paz definitivo.

"É claro que um acordo final é impossível sem a participação de alguém em Kiev que esteja disposto a assumir a responsabilidade", disse ele.

As últimas negociações de paz mediadas pelos EUA ocorreram em fevereiro, antes de os Estados Unidos e Israel iniciarem uma guerra contra o Irã. A Ucrânia e a Rússia continuam tão distantes quanto sempre estiveram no que diz respeito aos termos de qualquer possível acordo de paz.

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