Kremlin comemora eleição de quase 50 veteranos da guerra na Ucrânia para Parlamento russo
O Kremlin celebrou a eleição recorde de 46 veteranos da guerra na Ucrânia para a Duma Estatal, onde ocuparão mais de 10% dos 450 assentos. O pleito consolidou a ampla maioria do partido governista Rússia Unida, que obteve 349 cadeiras. O presidente Vladimir Putin atribuiu o resultado ao forte apoio popular às Forças Armadas, enquanto o processo eleitoral transcorreu sob rígido controle político, sem a presença de candidatos antiguerra na câmara baixa.
O Kremlin comemorou nesta sexta-feira a eleição de 46 veteranos da guerra da Rússia na Ucrânia para a câmara baixa do Parlamento, a Duma Estatal, que conta com 450 assentos, afirmando que eles terão forte participação no processo legislativo.
Ella Pamfilova, presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia, anunciou nesta sexta os resultados completos e definitivos da eleição de três dias realizada neste mês, afirmando que os veteranos representarão mais de 10% da nova Duma — um número que, segundo a mídia russa, seria um recorde na Rússia pós-soviética.
Questionado sobre o sucesso eleitoral dos veteranos daquilo que a Rússia chama de "operação militar especial" na Ucrânia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse:
"Bem, em primeiro lugar, isso é excelente. A experiência de nossos heróis é muito procurada. Os resultados da votação confirmaram isso claramente. E, é claro, cada um em sua área de atuação dará a maior contribuição possível para a formulação de várias iniciativas."
Pamfilova afirmou que os resultados finais mostraram que o partido governista Rússia Unida obteria 349 cadeiras no novo Parlamento, o Partido Comunista 37 cadeiras, o LDPR ultranacionalista 23 cadeiras, o partido Novo Povo 19 cadeiras, o partido Rússia Justa 17 cadeiras e o partido Pátria uma cadeira. Outras quatro cadeiras iriam para candidatos independentes que se apresentaram, segundo ela.
O presidente Vladimir Putin disse que a alta participação eleitoral, de quase 60%, demonstrou que os russos apoiam suas Forças Armadas que lutam na Ucrânia e os esforços das autoridades para proteger a segurança nacional.
Em um sistema político rigidamente controlado, que, segundo os críticos, não tolera dissidência genuína, a maioria dos candidatos antigerra foi impedida de concorrer e aqueles que participaram não conquistaram nenhuma cadeira no Parlamento nacional, embora o partido liberal Yabloko tenha conseguido uma pequena presença em um Parlamento regional.
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