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Kremlin comemora decisão de Trump de suspender sanções contra a Rússia

A isenção, por parte de Donald Trump, de importantes sanções contra a Rússia, que haviam sido aprovadas pelo Congresso americano, foi classificada neste sábado (17) como um momento "histórico" pelo principal negociador econômico de Vladimir Putin. A suspensão das medidas representa um novo revés para Kiev.

17 out 2026 - 05h12
(atualizado às 05h33)
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Resumo
Donald Trump revogou sanções e tarifas alfandegárias contra o setor energético russo, previstas pela Lei Graham, apenas dois dias antes de entrarem em vigor. A decisão foi celebrada pelo Kremlin como um momento histórico e vitória diplomática, mas aprofundou a crise com a Ucrânia. O presidente Volodymyr Zelensky declarou sentir-se traído em meio ao quinto ano da ofensiva de Vladimir Putin e pediu 70 bilhões de dólares a aliados europeus para continuar financiando a resistência militar ucraniana.

"A suspensão da Lei Graham pela administração Trump é um momento importante e verdadeiramente histórico", escreveu nas redes sociais Kirill Dmitriev, assessor do Kremlin para a cooperação econômica internacional.

Foto de arquivo. O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante um encontro para negociar o fim da guerra na Ucrânia, na Base Conjunta Elmendorf-Richardson, em Anchorage, Alasca (EUA), em 15 de agosto de 2025.
Foto de arquivo. O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante um encontro para negociar o fim da guerra na Ucrânia, na Base Conjunta Elmendorf-Richardson, em Anchorage, Alasca (EUA), em 15 de agosto de 2025.
Foto: © Kevin Lamarque / Reuters / RFI

Na sexta-feira, Donald Trump assinou um decreto presidencial que revogou amplas sanções e tarifas alfandegárias dos Estados Unidos voltadas às receitas energéticas da Rússia, apenas dois dias antes de sua entrada em vigor.

O presidente americano tomou a decisão em meio ao agravamento das tensões com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante o quinto ano da ofensiva russa contra a Ucrânia, conflito que já deixou centenas de milhares de mortos e milhões de deslocados.

O Kremlin e o presidente russo, Vladimir Putin, que na sexta-feira apareceu de uniforme militar e afirmou que Moscou pretende tomar o restante do território ucraniano, ainda não haviam comentado oficialmente a medida, considerada uma importante vitória diplomática para a Rússia.

Crise com a Ucrânia

Batizada em homenagem ao senador republicano Lindsey Graham, morto em julho e autor da proposta, a chamada Lei Graham foi promulgada em meados de setembro. O pacote de sanções tinha como principal alvo o setor energético russo.

Pela primeira vez, o instrumento previa atingir a chamada "frota fantasma" utilizada pela Rússia para driblar restrições internacionais. As medidas também miravam diretamente Vladimir Putin e outras altas autoridades russas.

A lei concedia a Donald Trump o poder de impor tarifas de até 100% aos cinco maiores importadores de petróleo e gás russos, entre eles China e Índia.

Segundo Dmitriev, a legislação provocaria "sérios danos, acima de tudo, à economia americana e aos mercados globais".

Os países ocidentais adotaram duras sanções contra a Rússia após o início da invasão da Ucrânia, em 2022.

A suspensão das medidas tende a aprofundar a crise entre Washington e Kiev. Abalado pelas recentes declarações de Trump favoráveis a Moscou, Volodymyr Zelensky afirmou sentir-se "traído" e voltou a recorrer ao apoio dos aliados europeus. O presidente ucraniano pediu US$ 70 bilhões (cerca de R$ 380 bilhões) adicionais para financiar a resistência à invasão russa.

Com AFP

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