Kremlin afirma que posição da Rússia sobre condições para acordo de paz na Ucrânia não mudou desde 2024
O Kremlin disse nesta segunda-feira que a Rússia não alterou sua posição quanto às condições necessárias para um acordo de paz na Ucrânia desde que o presidente Vladimir Putin declarou, em 2024, que as forças de Kiev deveriam se retirar das quatro regiões que Moscou considera suas e abandonar publicamente seus planos de aderir à Otan.
Putin afirmou, em uma entrevista à televisão no fim de semana, que a Rússia seguiria em frente com seu objetivo no campo de batalha de controlar totalmente as quatro regiões, rejeitando o que ele chamou de uma nova proposta da Ucrânia para conter as hostilidades na guerra que já dura mais de quatro anos.
Putin disse na mesma entrevista que a Ucrânia havia proposto uma suspensão mútua dos ataques de longo alcance e que os combates deveriam se limitar às quatro regiões — Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia — as quais a Rússia reivindica como suas, algo que Kiev rejeita como uma apropriação ilegal de território.
O gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy não respondeu imediatamente a um pedido, enviado durante a madrugada na Ucrânia, para comentar as declarações de Putin.
"Nossa posição é bem conhecida. Na verdade, nossa posição não mudou. Ela foi definida há dois anos pelo nosso chefe de Estado em um discurso no Ministério das Relações Exteriores. É bem conhecida pelo regime de Kiev, é bem conhecida pelos negociadores norte-americanos e é totalmente coerente", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres.
Peskov também disse na segunda-feira que Putin e o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, haviam discutido a guerra na Ucrânia em uma reunião no fim de semana, antes de Lukashenko viajar para a China para conversações.
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