Kiev lança mais de 400 drones contra Moscou, que bombardeia várias regiões da Ucrânia
Mais de 400 drones foram lançados pela Ucrânia contra Moscou e seus arredores durante a madrugada de domingo (19) para segunda-feira (20). A maioria teria sido interceptada pelos sistemas de defesa antiaérea, e 85 foram abatidos quando se aproximavam de Moscou.
"O maior dano foi registrado em Podolsk, Domodedovo e no distrito de Odintsovo", escreveu o governador da região de Moscou, Andrei Vorobiov, no Telegram. Segundo ele, duas pessoas ficaram feridas e diversas infraestruturas civis pegaram fogo.
Na rede X, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, afirmou que a Ucrânia atacou instalações logísticas russas e um depósito de petróleo na região de Moscou. "Estamos respondendo, de forma legítima, a cada ataque russo contra nossas cidades e comunidades", disse.
The Moscow region. Our long-range sanctions have produced results against logistics facilities and an oil depot. Thank you to the warriors of the Unmanned Systems Forces, our intelligence services, the Missile Forces and Artillery, and the Special Operations Forces. The targets… pic.twitter.com/1HiP5FQg7l
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 20, 2026
Pelo menos cinco pessoas, entre elas uma criança, morreram e outras 23 ficaram feridas nesta segunda em um ataque de drone ucraniano contra um ônibus que circulava na região russa de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, segundo o governador Alexandre Choumaïev.
As vítimas são quatro mulheres e um menino de 11 anos. O governador acusou as forças ucranianas de atingir deliberadamente o veículo, que circulava na cidade de Chebekino, a menos de dez quilômetros da fronteira. Segundo ele, outros 23 civis ficaram feridos, entre eles um adolescente. Três vítimas estão em estado extremamente grave.
Bombardeios contra a Ucrânia
Na Ucrânia, vários ataques russos deixaram pelo menos cinco mortos e cerca de 30 feridos em diferentes regiões do país nesta segunda, segundo autoridades locais. Em Pavlogrado, na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste do país, duas pessoas morreram e 15 ficaram feridas, informou o chefe da administração regional, Oleksandre Ganja.
Em Zaporíjia, no sul, uma pessoa morreu e nove ficaram feridas, segundo o governador regional, Ivan Fedorov. Em Kramatorsk, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, foram registrados quatro óbitos em bombardeios russos, informou a polícia regional no Telegram. Outras sete pessoas foram atingidas em um ataque contra Kherson, no sul do país, segundo a administração regional.
Ataques mútuos no Mar Negro e no Mar de Azov
Um ataque russo com mísseis contra um navio que transportava milho próximo ao porto de Odessa matou dez pessoas no domingo, informaram autoridades ucranianas. O Golden Leo, navio com bandeira da Guiné-Bissau e tripulação composta por indianos e sírios, foi atingido por três mísseis de cruzeiro russos, segundo a Marinha ucraniana.
De acordo com as autoridades portuárias ucranianas, uma operação de busca e resgate conseguiu salvar oito dos 17 tripulantes. Nove tripulantes e um prático portuário morreram. Moscou não comentou publicamente o incidente, mas o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças atacaram reservatórios de combustível no porto de Odessa, segundo a agência Interfax.
O Mar Negro tornou-se um dos principais focos da guerra após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Um acordo para reduzir o impacto sobre os preços globais e permitir que os dois países exportassem grãos ajudou a manter temporariamente o tráfego marítimo. Nos últimos meses, porém, Moscou e Kiev intensificaram os ataques no Mar Negro e no Mar de Azov, mirando fontes estratégicas de receita.
A Ucrânia, responsável nas últimas safras por cerca de 6% das exportações mundiais de trigo e 11% das exportações mundiais de milho, perdeu aproximadamente um terço de sua capacidade de exportação pelos portos do Mar Negro, segundo comerciantes e analistas. Ao mesmo tempo, os ataques ucranianos obrigaram a Rússia, maior exportadora mundial de grãos, a restringir o tráfego marítimo no Mar de Azov, rota por onde passa cerca de um quarto de suas exportações de cereais.
Com agências
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