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Juiz prorroga acesso de CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca em meio a disputa judicial

14 out 2026 - 10h08
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Resumo
Um juiz federal prorrogou o acesso da CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca, determinando que Donald Trump provavelmente violou a lei ao barrá-los por retaliação a reportagens críticas. O magistrado Timothy Kelly concedeu uma liminar válida até a decisão final, classificando o veto presidencial como discriminação ilegal com base em pontos de vista, e refutou o argumento governamental de segurança nacional, em meio a uma ofensiva sem precedentes de Trump contra veículos de comunicação do país.

Um juiz federal prorrogou o acesso à Casa Branca para jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico, decidindo na terça-feira que o presidente Donald Trump provavelmente infringiu a lei ao tentar proibir o acesso ⁠deles, na mais recente decisão contra ele na disputa ‌sobre a liberdade de imprensa.

O juiz Timothy Kelly emitiu uma decisão por escrito que detalhou sua ordem ‌de emergência de 24 de setembro ‌que restabeleceu o acesso dos jornalistas. As ⁠organizações de notícias e grupos de defesa da liberdade de imprensa acusaram Trump de retaliação inconstitucional contra jornalistas por causa de reportagens de que ele não gosta.

A determinação de Kelly no mês passado concedeu aos jornalistas de ‌CNN, MS NOW e Politico acesso temporário às instalações ‌da Casa Branca. O ⁠juiz proferiu ⁠na terça-feira uma liminar que permanecerá em vigor até que ele ⁠profira uma sentença ‌definitiva no processo movido ‌pelas organizações de notícias, a menos que um tribunal de apelação revogue sua liminar.

Kelly escreveu que as declarações públicas de Trump deixaram claro que ele baniu ⁠os veículos de comunicação porque considerava suas reportagens tendenciosas e imprecisas, e não por causa de preocupações com a segurança nacional, como os advogados do governo alegaram posteriormente no tribunal.

"Em ‌termos simples, trata-se de discriminação ilegal com base em pontos de vista", escreveu o juiz, acrescentando que "ninguém deve ⁠interpretar esta decisão como uma sugestão de que as reclamações do presidente Trump sejam infundadas".

Trump nomeou Kelly em 2017, durante seu primeiro mandato presidencial.

Presidentes anteriores já travaram disputas com a imprensa, mas a campanha de Trump contra a mídia não tem precedentes. Ele subverteu décadas de tradição ao negar acesso básico a muitas das principais organizações de notícias, lançando ataques pessoais a jornalistas por suas reportagens e promovendo veículos de comunicação considerados mais favoráveis ao governo. Ele também moveu ações judiciais contra vários veículos de comunicação.

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