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Juiz italiano morto pela máfia será beatificado como mártir

Rosario Livatino foi assassinado pela Stidda em 1990

22 dez 2020 - 09h14
(atualizado às 09h56)
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O juiz italiano Rosario Livatino, assassinado pela máfia em 21 de setembro de 1990, aos 37 anos de idade, será beatificado como mártir pela Igreja Católica.

Rosario Livatino foi assassinado em atentado no dia 21 de setembro de 1990
Rosario Livatino foi assassinado em atentado no dia 21 de setembro de 1990
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O decreto que reconhece o martírio do magistrado foi autorizado pelo papa Francisco na última segunda-feira (21) e promulgado nesta terça (22).

Livatino, que atuara em processos contra o crime organizado, foi assassinado por mafiosos da Stidda, grupo que tem forte presença em áreas rurais da Sicília e é rival da Cosa Nostra, em um atentado na província de Agrigento.

O juiz dirigia seu automóvel sem escolta quando foi abalroado por um carro com quatro criminosos. Livatino ainda saiu do veículo e tentou fugir pelos campos adjacentes à rodovia, mas foi morto a tiros pelos mafiosos.

Segundo o Vaticano, o magistrado foi assassinado por causa do "ódio à fé" por parte dos criminosos. Um dos mandantes do homicídio testemunhou no processo de beatificação e disse que quem ordenou o crime sabia que Livatino era "honesto, justo e religioso", portanto não podia ser um interlocutor da máfia.

Um dos autores materiais do atentado, Gaetano Puzzangaro, que dirigia o carro usado na ação, já deu entrevistas se dizendo "absolutamente arrependido" do crime. "Naquela manhã, eu esperava com todo o meu coração que o doutor Livatino fizesse outro caminho", afirmou certa vez.

A cerimônia de beatificação ainda não foi marcada, mas pode ocorrer no segundo trimestre de 2021, em Agrigento.   

Ansa - Brasil
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