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Japão fecha fronteiras para estrangeiros para frear Ômicron

A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro Fumio Kishida, após 3 semanas do governo afrouxar algumas restrições para a entrada no país

29 nov 2021 09h53
| atualizado às 10h03
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Fumio Kishida foi eleito o novo primeiro-ministro do Japão, substituindo Yoshihide Suga
Fumio Kishida foi eleito o novo primeiro-ministro do Japão, substituindo Yoshihide Suga
Foto: EPA / Ansa - Brasil

O governo do Japão anunciou nesta segunda-feira (29) que fechará suas fronteiras para viajantes de todos os países a partir do próximo dia 30 de novembro, na tentativa de conter a propagação da Ômicron, nova variante do coronavírus detectada inicialmente na África do Sul.

A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, apenas três semanas depois do governo afrouxar algumas restrições para permitir a entrada no país de estudantes e estagiários estrangeiros, além de viajantes comerciais.

"Proibimos todas as [novas] entradas de cidadãos estrangeiros de todo o mundo a partir de 30 de novembro", anunciou Kishida, acrescentando que "está pronto para receber críticas por ser cauteloso" e frisando que medidas são temporárias, até que se tenha mais informações sobre a nova cepa.

Segundo o premiê, os japoneses que retornarem do exterior, de nove estados e países da África do Sul, onde infecções com a nova variante foram identificadas, terão que se submeter a "medidas de isolamento rigorosas baseadas no risco".

"Estas são medidas temporárias e excepcionais que estamos tomando por uma questão de segurança, até que haja informações mais claras sobre a variante Ômicron", disse Kishida, que não revelou quanto tempo as restrições vão permanecer em vigor.

O Japão, que implementou restrições nas fronteiras desde o início da pandemia de Covid-19, afrouxou as medidas no início deste mês, mas manteve o país fechado para turistas.

Na semana passada, o país já havia anunciado a extensão da quarentena em hotéis para 10 dias para visitantes da África do Sul, Botswana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, além de Malawi, Moçambique e Zâmbia.

Ansa - Brasil   
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