Itália vai retirar militares de base atacada por drone no Iraque
Ação teria sido provocada por milícia ligada ao Irã
O governo da Itália disse acreditar que a base militar do país em Irbil, no Curdistão iraquiano, tenha sido atacada por milícias ligadas ao Irã e anunciou que vai retirar temporariamente seu contingente da estrutura.
As instalações de Camp Singara foram alvo de um ataque na madrugada desta quinta-feira (12), em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Inicialmente, o ministro italiano da Defesa, Guido Crosetto, disse que a base, usada para o treinamento das forças de segurança curdas, havia sido atingida por um míssil. Mais tarde, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, confirmou que se tratava de um drone.
"Não se sabe se foi lançado pelos iranianos, mas talvez seja mais provável que tenha sido por milícias pró-Irã presentes no Iraque", declarou o chanceler.
Os militares presentes no local foram alertados a tempo sobre uma ameaça aérea e conseguiram se refugiar em bunkers. Ninguém ficou ferido, porém um veículo acabou destruído pela explosão.
A base italiana fica dentro de um complexo que inclui instalações militares de outros países, incluindo dos Estados Unidos, que chegaram a cogitar armar as forças curdas para fomentar um ataque por terra contra o regime dos aiatolás no Irã.
Camp Singara abriga atualmente 141 militares italianos, que devem ser repatriados assim que as condições de segurança permitirem. "Não é fácil, porque não é possível enviar um avião, então precisa ser feito por terra, provavelmente via Turquia", explicou Crosetto, acrescentando que a retirada será apenas "temporária".
Já a premiê Giorgia Meloni expressou solidariedade aos militares da base. "A Itália está orgulhosa da coragem e do profissionalismo que eles colocam ao trabalhar diariamente pela paz e segurança em muitos palcos de crises", disse a primeira-ministra no X.