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Itália se solidariza com povo do Irã e pede redução de tensões

Vice-premiê disse não acreditar em 'guerra relâmpago'

28 fev 2026 - 09h15
(atualizado às 10h46)
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O governo da Itália manifestou solidariedade à população civil do Irã, que "continua a pedir o respeito de seus direitos civis e políticos", após o ataque conjunto lançado por Estados Unidos e Israel contra o país persa.

Premiê Giorgia Meloni presidiu reunião de emergência sobre guerra no Irã
Premiê Giorgia Meloni presidiu reunião de emergência sobre guerra no Irã
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O comunicado foi divulgado depois de uma reunião de emergência convocada pela premiê Giorgia Meloni para discutir os desdobramentos da crise no Oriente Médio.

"Neste momento particularmente difícil, a Itália renova a própria solidariedade à população civil iraniana, que, com coragem, continua pedindo o respeito de seus direitos civis e políticos", afirma a nota do Palácio Chigi.

Segundo o governo, Meloni "se manterá em contato com os principais aliados e líderes da região para apoiar qualquer iniciativa que possa levar a uma redução das tensões".

Já o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, que também participou da reunião, declarou que permitir ao Irã o desenvolvimento de uma bomba nuclear seria "muito perigoso", mas pediu que a crise seja solucionada com um "acordo".

A crise está nas mãos deles [EUA e Irã], pois as negociações eram entre americanos e iranianos. Esperamos que um acordo possa ser encontrado mesmo durante a guerra, mas a situação piorou. Sempre apoiamos as negociações, mas sempre dissemos que o Irã não pode ter a arma atômica. A nossa linha é a da negociação, a solução nunca é resolver com a guerra", disse Tajani a uma TV italiana.

Para o ministro, o conflito não será uma guerra "relâmpago". "Deve durar dias e dias", salientou, em encontro com jornalistas no Ministério das Relações Exteriores. Tajani também alertou que o Irã arrisca ficar "isolado" mundialmente caso decida "ampliar a guerra". "Esperamos que a situação não piore", afirmou.

A Itália possui cerca de 300 militares em uma base no Kuwait, um dos países atingidos nas represálias iranianas, porém Tajani garantiu que nenhum italiano ficou ferido nos ataques.

Ansa - Brasil
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