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Itália investiga sequestro em interceptação de Israel contra flotilha

Pouco mais de 20 barcos foram abordados por Tel Aviv em águas internacionais

4 mai 2026 - 12h45
(atualizado às 13h51)
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A Procuradoria de Roma, na Itália, abriu uma investigação por sequestro de pessoas após Israel ter interceptado, em águas internacionais, pouco mais de 20 embarcações da Flotilha Global Sumud, que seguiam em direção à Faixa de Gaza para levar ajuda humanitária.

Ativista italiano retorna a Roma após ser detido por Israel
Ativista italiano retorna a Roma após ser detido por Israel
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Israel informou que interceptou os barcos nas proximidades de Creta, na Grécia, e retirou ao menos 175 ativistas, entre eles 24 italianos. Quase todos foram soltos em solo grego, mas o espanhol-palestino Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila foram levados para Ashkelon, em Israel, para interrogatório.

Os investigadores romanos receberam três denúncias relacionadas à operação israelense, duas das quais dizem respeito aos ativistas detidos que estavam em embarcações de bandeira italiana.

Os integrantes da flotilha acusaram as forças navais israelenses de inutilizar os barcos, destruindo motores e sistemas de navegação em um "ataque violento", deixando intencionalmente centenas de civis à deriva, em embarcações danificadas e sem energia, à mercê de "uma armadilha mortal calculada no mar".

As autoridades romanas também investigam a operação realizada no ano passado por Israel para interromper a viagem de embarcações humanitárias da flotilha com destino a Gaza. Os procuradores apuram ainda se os militares de Tel Aviv torturaram os ativistas detidos.

Ansa - Brasil
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