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Israel decidiu matar Khamenei em novembro, diz ministro da Defesa

5 mar 2026 - 16h51
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Israel tomou a decisão ‌de matar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em novembro e planejava realizar a operação cerca de seis meses depois, disse o ministro da Defesa, Israel ⁠Katz, nesta quinta-feira.

Khamenei foi morto nas primeiras ‌horas da campanha aérea dos EUA e de Israel iniciada no sábado, no ‌primeiro assassinato do principal ‌governante de um país por um ⁠ataque aéreo.

O ataque aéreo conjunto chega ao fim de sua primeira semana após os disparos inaugurais matarem os líderes do país e desencadearem uma guerra regional, com ‌ataques iranianos a Israel, Golfo e Iraque, e ‌ataques israelenses ⁠contra o ⁠Hezbollah, aliado do Irã, no Líbano.

"Já em novembro ⁠nos reunimos com ‌o primeiro-ministro (Benjamin Netanyahu) ‌em um fórum muito restrito e o primeiro-ministro estabeleceu a meta de eliminar Khamenei", disse Katz ao noticiário da ⁠TV N12 de Israel.

O prazo havia sido fixado para meados de 2026, disse ele.

O plano acabou sendo compartilhado com Washington e antecipado por ‌volta de janeiro, após protestos eclodirem no Irã. Na ocasião, Israel temia que os ⁠governantes clericais, pressionados, pudessem lançar um ataque contra Israel e ativos dos EUA no Oriente Médio, disse Katz.

Israel declarou que seu objetivo é eliminar a ameaça existencial que vê no programa nuclear e no projeto de mísseis balísticos do Irã e provocar uma mudança de regime. Até o momento, os governantes do Irã não demonstraram qualquer sinal de renúncia ao poder.

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