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Irã fixa condições para reabertura do Estreito de Ormuz, diz autoridade de segurança iraniana

27 ago 2026 - 18h48
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Resumo
O Irã prepara condições para reabrir o Estreito de Ormuz, rota crucial antes responsável por um quinto do petróleo e gás global, paralisada pela guerra iniciada em fevereiro. Teerã e Omã negociam um corredor marítimo e a partilha do controle da via, mas a reabertura aos navios depende do cumprimento de exigências feitas aos EUA, incluindo o fim do conflito regional, a suspensão de sanções e do bloqueio aos portos iranianos, além do pagamento de indenizações.

O Irã está preparando ‌uma lista de condições para a reabertura do Estreito de Ormuz, depois que os mediadores solicitaram a Teerã que as definisse, afirmou Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança ⁠Nacional do Irã, acrescentando que o fim da ‌guerra regional estava entre elas.

Rezaei disse que o Irã chegou a um acordo ‌com Omã sobre um corredor ‌de navegação pelo estreito, com partes da ⁠rota em águas omanis e outras em águas iranianas. Os navios utilizariam um canal central designado caso os EUA atendessem às condições do Irã, afirmou ele por meio de ‌um intérprete em entrevista à TV Al Manar.

Uma fonte ‌de alto escalão ⁠afirmou na ⁠quarta-feira que o Irã e Omã ainda estavam trabalhando nos ⁠detalhes de um ‌acordo sobre a ‌via navegável, depois que a Guarda Revolucionária do Irã informou que os dois países haviam chegado a um acordo sobre como ⁠dividir o controle do estreito e suas receitas.

Um porta-voz da Guarda Revolucionária disse que o Irã não permitiria a reabertura do estreito a menos que ‌Washington suspendesse o que Teerã descreve como um bloqueio aos portos iranianos, além de pagar ⁠indenizações e retirar as sanções.

Antes do início da guerra, em fevereiro, o estreito transportava cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito. Desde então, o tráfego marítimo pela via navegável foi praticamente interrompido. Os acordos de cessar-fogo anunciados por Washington e Teerã em abril e junho tinham como objetivo restabelecer o tráfego marítimo, mas não se mantiveram.

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