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Investigadores admitem possível culpa dos EUA em massacre em escola no Irã

Segundo fontes citadas por agência, essa hipótese é 'provável'

6 mar 2026 - 08h50
(atualizado às 11h54)
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Investigadores militares dos Estados Unidos consideram provável que as forças americanas sejam responsáveis pelo ataque que matou cerca de 160 pessoas em uma escola primária para meninas em Minab, no Irã, no último fim de semana.

Massacre em escola no Irã deixou mais de 160 mortos
Massacre em escola no Irã deixou mais de 160 mortos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação é da agência de notícias Reuters e se baseia em declarações de dois oficiais dos EUA em condição de anonimato.

"Investigadores militares acreditam ser provável que as forças americanas sejam responsáveis por um aparente ataque a uma escola feminina iraniana que matou dezenas de crianças no sábado, mas ainda não chegaram a uma conclusão definitiva nem concluíram a investigação", escreveu a agência.

As fontes da Reuters, no entanto, não descartaram a possibilidade de que novas evidências absolvam os EUA de responsabilidade e "apontem para outra parte".

Oficialmente, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse apenas que seria "inapropriado comentar um incidente sob investigação", enquanto a Casa Branca declarou que os EUA "nunca miram civis".

A escola foi atacada no primeiro dia de guerra, em 28 de fevereiro, em meio a uma intensa campanha de bombardeios contra alvos políticos e militares iranianos. Minab é uma cidade nos arredores do Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Oriente Médio, e o colégio fica perto de uma instalação da Guarda Revolucionária.

O massacre deixou cerca de 160 mortos, em sua maioria meninas que estudavam na escola. Nas redes sociais, circulam fotos e vídeos de corpos de alunas em sacos mortuários pretos e mochilas e materiais escolares ensanguentados em meio aos escombros do colégio.

Já o funeral ocorreu na última terça (4), com caixões pintados nas cores da bandeira iraniana, e foi acompanhado por uma multidão vestida de preto em sinal de luto. 

Ansa - Brasil
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