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Houthis prometem mais ataques a aeroportos e instalações petrolíferas da Arábia Saudita após atingir sede da Aramco

14 out 2026 - 08h26
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Resumo
Os rebeldes houthis prometeram intensificar os ataques contra aeroportos e instalações petrolíferas na Arábia Saudita, após atingirem a sede da estatal Saudi Aramco e o aeroporto de Riad. O grupo, alinhado ao Irã, declarou esses locais como alvos militares legítimos em retaliação à intervenção saudita no Iêmen. A escalada do conflito resultou no fechamento do terminal aéreo da capital e ameaça os planos do reino de diversificação econômica, reacendendo tensões regionais no Golfo.

‌Os houthis do Iêmen prometeram nesta quarta-feira continuar com os ataques a aeroportos e instalações petrolíferas na Arábia Saudita e afirmaram ter atacado a sede da gigante petrolífera Saudi Aramco, alvejada no dia anterior.

O grupo, alinhado ao Irã, afirmou ter lançado mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones contra instalações da Saudi Aramco na cidade ⁠de Dhahran, no leste do país, contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, ‌e contra uma refinaria da Aramco em Riad, sem especificar quando.

A Arábia Saudita tem enfrentado uma intensificação dos ataques houthis na última semana, incluindo um ataque ‌ao aeroporto de Riad no sábado que matou 13 ‌pessoas.

Os houthis afirmam estar retaliando pelo apoio do reino às forças governamentais ⁠iemenitas na guerra do Iêmen, que recomeçou no mês passado, reacendida pelo confronto entre os EUA e o Irã no Golfo.

Em uma ameaça generalizada, os houthis instaram "empresas de navegação internacionais", civis e trabalhadores a saírem de aeroportos e instalações petrolíferas, que declararam como alvos militares legítimos.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado um ‌míssil balístico disparado pelos houthis em direção a Riad na quarta-feira, e vários estrondos altos ‌foram ouvidos na capital ⁠saudita.

Autoridades sauditas haviam emitido ⁠anteriormente um alerta sobre uma possível ameaça aérea em Riad na quarta-feira, antes que o alerta ⁠fosse suspenso, disse uma testemunha. Não ficou ‌claro imediatamente o que causou ‌as explosões, e não houve comentário imediato das autoridades sobre sua origem.

A escalada do conflito representou um duro golpe para os ambiciosos planos do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman de transformar e diversificar a economia saudita e ⁠reduzir sua dependência do petróleo.

O Ministério da Energia da Arábia Saudita informou que o ataque de terça-feira à sede da Saudi Aramco causou um incêndio de pequena magnitude e não resultou em feridos ou mortos.

O complexo de Dhahran abriga um importante centro de operações da Aramco, que supervisiona ‌uma vasta rede de plataformas de petróleo em terra e no mar, oleodutos, refinarias e terminais de exportação.

Uma fonte da empresa informou anteriormente à Reuters que um ⁠míssil balístico atingiu o complexo da sede da Aramco. A fonte disse que uma torre de escritórios no complexo foi atingida e que seus três andares superiores foram danificados.

O aeroporto internacional de Riad já foi alvo de quatro ataques, incluindo o de sábado, que foi o mais mortal na Arábia Saudita na última década. As autoridades fecharam o aeroporto até 17 de outubro, e as companhias aéreas cancelaram voos para a Arábia Saudita.

Temendo o aumento da influência iraniana e a perspectiva de caos em suas fronteiras, a Arábia Saudita interveio na guerra civil do Iêmen em apoio ao governo em 2015, depois que os houthis tomaram a capital, Sanaa.

A ONU mediou um acordo de trégua em 2022 entre as partes beligerantes no Iêmen, que manteve uma paz frágil até este ano.

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