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Hamas rebate Flávio Bolsonaro: "filho de extremista"

'Jerusalém é um território ocupado, de acordo com o direito internacional, e ninguém, incluindo Jair Bolsonaro, tem o direito de legitimar a ocupação israelense', diz ex-ministro do grupo radical

5 abr 2019 17h56
| atualizado às 17h56
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Filho do presidenciável, Flávio Bolsonaro afirmou que pessoas próximas ao candidato temiam ataque
Filho do presidenciável, Flávio Bolsonaro afirmou que pessoas próximas ao candidato temiam ataque
Foto: Paulo Lopes / Futura Press / Estadão Conteúdo

O ex-ministro de Saúde do Hamas e presidente do Conselho de Relações Internacionais do grupo radical palestino, Basem Naim, rebateu nesta sexta-feira, 5, as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PSL) sobre o grupo, que nesta semana divulgou nota condenando a visita do pai dele, o presidente Jair Bolsonaro, a Israel.

"O filho do extremista presidente brasileiro está atacando o Hamas porque rejeitamos o apoio ilimitado do novo governo brasileiro à ocupação israelense, que é uma contradição ao apoio histórico do Brasil ao povo palestino", escreveu Naim no Twitter, em um post que replica uma declaração do filho do presidente de que ele queria que "O Hamas se explodisse".

"Jerusalém é um território ocupado, de acordo com o direito internacional, e ninguém, incluindo Jair Bolsonaro, tem o direito de legitimar a ocupação israelense", acrescentou Naim.

Ainda de acordo com o membro do Hamas, a política de Bolsonaro para Israel prejudica as relações históricas do Brasil com palestinos, árabes e muçulmanos.

"As políticas dele (Bolsonaro) estão apenas desestabilizando a região", afirmou o membro do Hamas. "Esperamos que o corajoso povo do Brasil interrompa essas políticas perigosas."

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