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Guerra no Irã recoloca bases americanas na Itália sob os holofotes

Instalações só podem ser usadas para ataques com autorização do governo

5 mar 2026 - 16h16
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A intensificação do tráfego de drones e aeronaves militares americanas na base aérea de Sigonella, na Sicília, trouxe novamente aos holofotes a extensa presença militar dos Estados Unidos na Itália e os acordos que regem a utilização dessas instalações em tempos de crise internacional.

    De acordo com fontes oficiais, o aumento do movimento no aeroporto militar siciliano nos últimos dias está restrito a operações de reabastecimento, logística e vigilância aérea, não configurando, até o momento, qualquer ação ofensiva. No entanto a movimentação ocorre em meio à guerra deflagrada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

    A legislação bilateral que regulamenta as bases é clara: caso os Estados Unidos pretendam utilizar o território italiano como base para operações bélicas ofensivas, como um eventual ataque a Teerã, é obrigatória a autorização prévia do governo italiano.

    Nesse contexto, a premiê Giorgia Meloni já anunciou que qualquer decisão sobre a concessão do uso das bases para fins de guerra será compartilhada com o Parlamento.

    A presença militar americana na Itália é uma das maiores da Europa, envolvendo não apenas a base de Sigonella, mas uma rede de instalações estratégicas espalhadas pelo país.

    Ao todo, estima-se que cerca de 13 mil militares americanos estejam permanentemente estacionados em solo italiano. Somam-se a estes outros 21 mil integrantes da 6ª Frota da Marinha dos EUA, que conta com 40 navios e 175 aeronaves de combate e transporte e tem sede em Nápoles.

    Entre as principais instalações estão os aeroportos militares de Aviano, em Friuli Venezia Giulia, de onde uma dúzia de caças F-16 teria sido recentemente transferida, e Ghedi, na Lombardia, que, segundo relatos não oficiais, abrigaria ogivas nucleares.

    Há ainda os portos de Nápoles e Gaeta, que servem como bases logísticas e operacionais para a 6ª Frota, e as bases do exército de Camp Darby, na Toscana, considerada o maior depósito de armas e munições dos Estados Unidos na Europa, e Camp Ederle, no Vêneto.

    Completam a rede os sistemas de vigilância como o polêmico Muos, em Niscemi, na Sicília, que monitora a situação no Oriente Médio através de radares e satélites, além de instalações menores e locações reservadas espalhadas por diversas regiões.

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Ansa - Brasil
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