Guarda Revolucionária do Irã bloqueia Estreito de Ormuz, diz mídia
Passagem é crucial para o comércio global de petróleo e gás
A Guarda Revolucionária do Irã fechou o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás, devido aos ataques de Estados Unidos e Israel contra o país persa, informou neste sábado (28) a imprensa local.
Segundo o braço das Forças Armadas responsável por proteger o sistema político da República Islâmica, a passagem que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico "não é mais segura".
"A Guarda Revolucionária Islâmica alertou vários navios de que, devido à atmosfera de insegurança em torno do estreito por causa da agressão militar dos EUA e de Israel e das respostas do Irã, não é seguro atravessar o estreito neste momento", disse a agência de notícias semioficial Tasnim.
"Com a suspensão da passagem de navios e petroleiros, o estreito foi basicamente fechado", acrescentou o veículo, que é ligado à própria Guarda Revolucionária.
Segundo uma missão naval da União Europeia no Mar Vermelho, a Guarda Revolucionária já informou aos navios que o Estreito de Ormuz está fechado, o que deve impactar o comércio global de petróleo e gás e pressionar os preços de energia.
Com cerca de 50 quilômetros de extensão e apenas 60 metros de profundidade máxima, a passagem é vulnerável a bloqueios militares e sempre serviu de arma de barganha pelo regime iraniano, uma vez que liga uma região rica em petróleo aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.
Cerca de um quinto do consumo global de petróleo e derivados passa por Ormuz, assim como um quinto do comércio de gás natural liquefeito. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos possuem infraestrutura para contornar o estreito, mas com capacidade de trânsito limitada.