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Governo italiano trabalha em 'silêncio' para libertar Trentini na Venezuela

'Qualquer palavra a mais pode prejudicar negociações', reforçou advogada da família

7 jan 2026 - 09h37
(atualizado às 09h42)
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Em meio à crise na Venezuela, agravada com o ataque dos Estados Unidos e com a captura do presidente Nicolás Maduro, a defesa da família de Alberto Trentini, italiano detido no país há mais de um ano, reforçou o pedido de "silêncio" feito pelo governo da Itália a fim de impedir qualquer problema nas negociações diplomáticas de libertação.

Pai de Alberto Trentini em uma varanda que traz uma faixa pedindo a libertação do filho
Pai de Alberto Trentini em uma varanda que traz uma faixa pedindo a libertação do filho
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"A nossa família tem vivido dias de angústia e de esperança. Pedimos a todos para que respeitem a solicitação de silêncio indicada pelo Palácio Chigi e evitem quaisquer manobras, já que qualquer palavra equivocada poderá comprometer a libertação de Alberto", disse nesta quarta-feira (7) a advogada Alessandra Ballerini em nome dos parentes do detento.

Na segunda-feira (5), dois dias após a ofensiva americana em solo venezuelano, o subsecretário da Presidência do Conselho de Ministros da Itália, Alfredo Mantovano, reforçou que o governo do país europeu tem trabalhado "desde o primeiro dia" pela libertação de Trentini e "continua a trabalhar".

No entanto, "cada palavra a mais apenas contribui para prejudicar a resolução do assunto", afirmou Mantovano à imprensa sobre o caso do veneziano, que desembarcou em Caracas em 17 de outubro de 2024 para para uma missão com a ONG Humanidade e Inclusão, mas foi detido em 15 de novembro daquele ano, sem acusação formal.

Segundo a Farnesina, Trentini é um dos cerca de 20 italianos presos na Venezuela no momento.

"Estamos fortemente empenhados a trazê-los para casa", afirmou o vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, no início da semana, antes de acrescentar: "Esperamos que com [a presidente interina Delcy] Rodríguez o diálogo seja mais fácil para levar para casa uma pessoa [Trentini] que não fez nenhum mal". 

Ansa - Brasil
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