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Governo italiano pede redução imediata das hostilidades no Líbano

Tajani comentou nova ofensiva contra Beirute e expressou preocupação com civis

28 mai 2026 - 12h42
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O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou nesta quinta-feira (28) que a situação no Líbano é "crucial" e exige uma imediata redução das hostilidades na região.

    A declaração foi dada ao final de uma reunião informal de chanceleres da União Europeia em Limassol, no Chipre.

    Segundo Tajani, é necessário conter tanto os ataques de Israel quanto as ações do Hezbollah, em meio à escalada de violência que afeta especialmente o sul do país e áreas civis. O chanceler citou ainda o recente ataque em Beirute como exemplo da deterioração do cenário de segurança.

    "Devemos reduzir os ataques tanto de Israel quanto do Hezbollah", declarou o ministro, acrescentando que as populações das aldeias do sul do Líbano sofrem com um conflito do qual "não têm responsabilidade".

    Ele também destacou a decisão europeia de financiar comunidades locais por meio de fundos de cooperação para o desenvolvimento.

    Além disso, Tajani ressaltou a preocupação com a presença da missão da ONU no país, a Unifil, e defendeu o fortalecimento das forças armadas libanesas como parte do apoio ao governo local.

    De acordo com o chanceler italiano, o objetivo deve ser "desarmar o Hezbollah" e construir um Estado libanês estável e livre de influências extremistas.

    O ministro também afirmou que Israel deve evitar ataques em áreas com presença civil, reforçando a necessidade de uma desescalada geral. "Devemos desescalar essa situação e garantir que alcancemos um acordo de paz abrangente com o Irã e o Líbano", disse.

    Por fim, Tajani indicou que a possibilidade de uma nova missão europeia após o término do mandato da Unifil já está em discussão dentro da União Europeia, com foco em estabilização regional e prevenção de uma nova guerra que afete a população civil libanesa. .

Ansa - Brasil
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