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Ginasta italiana é vítima de 'body shaming' e conquista medalha de ouro

Manila Esposito subiu ao pódio 3 vezes no Campeonato Europeu na Croácia

17 ago 2026 - 13h27
(atualizado às 13h48)
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A ginasta italiana Manila Esposito encerrou neste domingo (16) sua participação no Campeonato Europeu de Ginástica Artística, em Zagreb, na Croácia, com três medalhas, em uma atuação que também serviu como resposta às críticas que recebeu sobre seu corpo antes da competição.

A medalhista olímpica nos Jogos de Paris de 2024 conquistou ouro no solo no último sábado (15), enquanto as pratas na trave de equilíbrio e na competição por equipes foram faturadas um dia depois.

Durante a competição, Esposito foi alvo de comentários ofensivos nas redes sociais após a publicação de um vídeo pela Federação Italiana de Ginástica. Entre as mensagens, usuários criticaram seu físico e fizeram comentários sobre seu peso.

A atleta afirmou que as publicações a incomodaram, mas decidiu não responder diretamente aos autores. Para ela, a melhor resposta veio por meio de seu desempenho esportivo.

"Sinto-me bem comigo mesma e é justamente graças ao meu físico que consigo alcançar esses resultados", afirmou Esposito por telefone à ANSA.

A ginasta também destacou que críticas sobre aparência podem ter consequências mais graves para jovens que enfrentam ataques semelhantes. Segundo ela, não existe um único padrão de corpo ou de beleza que todas as pessoas devam seguir.

"Cada um de nós tem seu próprio físico, e é impossível que todos se enquadrem em um único padrão ? em algum suposto protótipo de beleza ou tipo de corpo", acrescentou ela, que também criticou aqueles que utilizam o anonimato para fazer insultos na internet.

O presidente da Federação Italiana de Ginástica (FGI), Andrea Facci, saiu em defesa da atleta e classificou os episódios de "body shaming" como "indecentes".

Para ele, a federação esperou o encerramento do Campeonato Europeu para se manifestar, evitando que o caso interferisse na concentração das ginastas.

Facci afirmou que Esposito é uma atleta extraordinária, além de policial e integrante da equipe olímpica italiana. De acordo com o dirigente, os ataques virtuais revelam um problema que ultrapassa o esporte.

Ele também criticou os chamados "guerreiros do teclado", pessoas que, segundo ele, fazem comentários ofensivos sem perceber os danos que podem causar, especialmente quando as vítimas são jovens atletas.

"Em 2026, não há mais espaço para aqueles que acham que podem julgar o físico de outras pessoas. Pelo contrário, todos têm o direito de se sentir confortáveis em seu próprio corpo, inclusive por meio do treinamento. E essa é uma decisão que cabe exclusivamente à atleta, em consulta com seu treinador e com os profissionais de saúde e medicina da federação", declarou Facci.

Por fim, destacou a necessidade de "encontrar uma maneira de deter esses 'haters', que não percebem o dano que causam a meninas tão jovens".

Natural de Boscotrecase, na região metropolitana de Nápoles, Esposito também recebeu manifestações públicas de solidariedade.

Sergio Colella, conselheiro de Esporte e Juventude da Cidade Metropolitana de Nápoles, afirmou que a atleta demonstrou ser uma campeã dentro e fora das competições principalmente por sua maturidade diante dos ataques.

O representante do território napolitano destacou ainda que suas conquistas esportivas representam a melhor resposta aos críticos. Apesar dos comentários negativos, Esposito disse que conseguiu deixar o episódio de lado durante a competição, e as três medalhas conquistadas em Zagreb acabaram dando um novo significado à experiência.

Ansa - Brasil
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