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Fuzilamento de ex-militar condenado à morte será transmitido ao vivo nos EUA, anuncia Pentágono

Prevista para dezembro, execução de Nidal Hasan deve ocorrer por fuzilamento.

8 out 2026 - 20h31
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Resumo
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que a execução por fuzilamento do ex-major Nidal Hasan, condenado pela morte de 13 soldados em 2009, será transmitida ao vivo em 3 de dezembro com aprovação de Donald Trump. O caso marca a primeira execução militar americana em mais de 60 anos, embora especialistas apontem que recursos jurídicos pendentes tornam o ato sem precedentes improvável de acontecer na data prevista.
'Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público', disse Hegseth (foto) sobre a execução de Nidal Hasan
'Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público', disse Hegseth (foto) sobre a execução de Nidal Hasan
Foto: AFP via Getty Images / BBC News Brasil

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (08/10) que a execução de um ex-major do Exército por um pelotão de fuzilamento, prevista para dezembro, será pública.

Um funcionário do Departamento de Defesa disse à BBC que a execução de Nidal Hasan, que matou a tiros 13 soldados americanos desarmados em Fort Hood em 2009, será transmitida ao vivo.

O Pentágono havia anunciado no início desta semana que executaria Hasan — a primeira execução de um militar em mais de 60 anos.

"Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público", disse Hegseth.

"Porque as pessoas precisam entender que existem consequências sérias para esse tipo de coisa."

Hegseth disse em entrevista ao canal de TV conservador Real America's Voice que Hasan "vai receber um pelotão de fuzilamento, como deveria ser".

Questionado se Hasan havia feito algum pedido final ou entrado em contato com o presidente Trump, Hegseth disse: "Não me interessa. Nos veremos no dia 3 de dezembro."

A BBC entrou em contato com a Casa Branca para obter um posicionamento sobre se o presidente Donald Trump apoia a transmissão ao vivo de uma execução pública.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, havia dito na segunda-feira (05) que o secretário de Defesa havia feito a recomendação e que Trump a aprovara.

Hasan, um psiquiatra do Exército dos EUA, natural da Virgínia, admitiu em tribunal ser o atirador no ataque não relacionado a combate mais mortífero da história contra uma base militar americana.

O tiroteio de 5 de novembro de 2009 aconteceu em um prédio médico lotado, onde soldados prestes a serem enviados para o exterior aguardavam exames e vacinas.

No tribunal, Hasan pediu desculpas por "quaisquer erros". Ele afirmou, durante seu julgamento em 2013, que acreditava estar protegendo os muçulmanos e o Talebã no Afeganistão.

Não existe precedente na era moderna para uma execução pública, disse John Mills, um advogado que trabalha com presos condenados à morte.

"Parece-me que foi concebido para ser um espetáculo grotesco", disse ele. "É uma decisão sem precedentes na era moderna e, portanto, situa-se em terreno jurídico incerto."

De acordo com a lei, uma execução militar requer a aprovação do presidente dos EUA. Também exige revisão em segunda instância para prosseguir.

O processo de apelação de Hasan ainda não terminou, disse Mills, e é provável que ele busque revisão de sua condenação e sentença em um tribunal federal, o que provavelmente suspenderá a execução.

Sendo assim, Mills disse que ficaria surpreso se a execução acontecesse.

"Tentar transmitir ao vivo uma execução por fuzilamento é pouco mais do que uma tentativa da gestão Trump de chamar a atenção e é improvável que aconteça, muito menos que traga qualquer aparência de Justiça", acrescentou.

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