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Forças do Paquistão matam 29 militantes em operação na fronteira; Cabul diz que dezenas de civis morreram

29 jun 2026 - 09h05
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As forças de ‌segurança do Paquistão mataram pelo menos 29 militantes em operações terrestres e aéreas ao longo da fronteira com o Afeganistão, informou o país na segunda-feira, enquanto o Taliban afegão afirmou que pelo menos 38 civis foram mortos em ataques aéreos.

O ataque aéreo de domingo foi o segundo ⁠do Paquistão contra alvos no Afeganistão que, segundo os paquistaneses, pertenciam a ‌militantes, e ameaçou agravar um conflito intermitente entre os antigos aliados, que travaram em fevereiro a pior batalha dos últimos anos.

Os ataques aéreos ‌do Paquistão contra três alvos nas províncias ‌afegãs de Paktia, Paktika e Kunar mataram 25 militantes e ⁠destruíram "grandes quantidades" de armas e munições, afirmou o ministro da Informação, Attaullah Tarar, no X, nesta segunda-feira.

Mais quatro combatentes ligados à facção Jamaat-ul-Ahrar do Taliban do Paquistão foram mortos em ataques terrestres no distrito de Bajaur, na província de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira norte do país.

O Taliban ‌paquistanês, conhecido como Tehreek-e-Taliban Pakistan, confirmou no domingo a morte de um de ‌seus comandantes, Khan Ferosh — ⁠também conhecido como ⁠Zabul —, na operação em Bajaur.

O porta-voz do governo do Afeganistão Hamdullah Fitrat afirmou ⁠que os ataques mataram 38 civis ‌e feriram 163, incluindo ‌mulheres e crianças.

A maior parte das vítimas resultou do bombardeio de uma residência na província de Paktia por jatos paquistaneses, que matou 28 pessoas e feriu 158, acrescentou ele.

Os moradores corriam para ajudar ⁠os feridos quando ocorreu um segundo ataque, disse Khalid Ahmad Sajad, vice-chefe do distrito de Samkani, atingido pelos ataques aéreos.

"Todos dormiam quando a aeronave chegou e começou a atacar esta casa. Dentro da casa havia crianças, mulheres, homens e idosos", ‌disse o morador Mata Khan.

O vice-ministro da Informação do Afeganistão, Mohajer Farahi, afirmou em um comunicado que o "ataque certamente será vingado no momento ⁠oportuno".

O ministro paquistanês Tarar disse que o Paquistão estava respondendo a "múltiplos incidentes terroristas recentes", incluindo o ataque com bomba e armas de fogo perpetrado no sábado pelo Jamaat-ul-Ahrar contra uma instalação dos Sindh Rangers na cidade de Karachi, no sul do país, que matou três e feriu quatro de seus soldados.

"As forças de segurança atacaram com precisão acampamentos terroristas e refúgios", disse ele em uma mensagem no X.

Islamabad acusa Cabul de abrigar militantes que seriam responsáveis por planejar ataques no Paquistão. O Taliban afegão nega as acusações, afirmando que o extremismo é um problema interno do Paquistão.

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