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Fed mantém juros inalterados pela 5ª reunião consecutiva

'Existe apenas uma meta de inflação: 2%', rebateu Warsh

29 jul 2026 - 17h06
(atualizado às 17h44)
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O Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, manteve as taxas de juros inalteradas em sua segunda reunião sob a gestão de Kevin Warsh, indicado pelo presidente do país, Donald Trump, para liderar a instituição. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (29).

Indicado por Trump, Warsh é 'fantástico' para republicano
Indicado por Trump, Warsh é 'fantástico' para republicano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O custo do crédito permaneceu estável pela quinta reunião consecutiva, na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

O Fed votou pela manutenção das taxas de juros, embora tenha havido três votos a favor de um aumento, motivados por preocupações com a inflação.

Todos os votos divergentes partiram de presidentes de bancos regionais, que teriam enfatizado "a necessidade de taxas mais elevadas para combater uma inflação que permanece acima da meta de 2% do Fed há mais de cinco anos".

A economia dos EUA "está demonstrando uma resiliência impressionante, apesar dos choques recentes. As tendências são positivas e apontam para um crescimento sólido", declarou Warsh em coletiva de imprensa, acrescentando que "o crescimento do emprego tem acompanhado a expansão da força de trabalho, e a taxa de desemprego apresentou variações mínimas".

Warsh frisou que "não existe essa história de meta de inflação 'flexível' - não sob a liderança deste Comitê".

"Existe apenas uma meta, e ela é de 2%", rebateu o presidente do Fed, segundo o qual, "mais de cinco anos de inflação acima da meta não podem ser resolvidos em nove semanas, nem por um único mês de quedas modestas nos preços".

"Nossa credibilidade depende do cumprimento de nossos deveres e da assunção de responsabilidade", concluiu Warsh, que disse ter "aberto um novo capítulo" no Fed.

O comunicado divulgado pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) nesta quarta foi praticamente idêntico ao publicado em 17 de junho, quando também destacou a "expansão da atividade econômica, apesar da elevada incerteza decorrente, em parte, do conflito no Oriente Médio".

As recentes pressões sobre os preços refletem tanto as tarifas impostas por Trump a diversos países, como o Brasil, quanto os custos mais elevados de energia associados ao conflito com o Irã.

Hoje, Trump voltou a elogiar Warsh, chamando-o de "fantástico", ao mesmo tempo em que renovou seu ataque a alguns funcionários do Fed.

"Sei que ele [Warsh] gostaria de taxas mais baixas, mas tem um conselho altamente politizado", afirmou o republicano ao ser questionado sobre a mais recente decisão do Fed. 

Ansa - Brasil
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