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Ex-líder de gangue é condenado à prisão perpétua por morte do rapper Tupac

Duane 'Keffe D' Davis orquestrou assassinato do músico americano

14 out 2026 - 17h37
(atualizado às 17h55)
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Resumo
O ex-líder de gangue Duane Davis, o "Keffe D", foi condenado à prisão perpétua por articular o assassinato do rapper Tupac Shakur, cometido em 1996 nos EUA. O crime, sem desfecho por décadas, foi motivado por vingança após o sobrinho de Davis ser agredido pela comitiva do músico horas antes em um cassino. Foi esse sobrinho, morto em 1998, quem disparou os tiros fatais contra Tupac, encerrando um dos casos mais marcantes do hip-hop após duas semanas de julgamento.

O homem considerado culpado por orquestrar o assassinato do rapper Tupac Shakur, ocorrido em 1996, foi condenado em Nevada, nos Estados Unidos, a uma pena que varia de 40 anos de cadeia à prisão perpétua.

Duane 'Keffe D' Davis orquestrou assassinato do músico americano
Duane 'Keffe D' Davis orquestrou assassinato do músico americano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Duane Davis, também conhecido como "Keffe D", foi considerado culpado de homicídio em primeiro grau com uso de arma de fogo.

"Não se pode arrancar um homem de sua família, privá-lo de sua vida e de todo o seu futuro e achar que se sairá impune. Especialmente quando esse homem é Tupac Shakur", declarou a juíza Carli Kierny, dirigindo-se ao réu.

Sekyiwa Shakur, irmã mais nova do rapper, falou no tribunal americano e pediu a pena máxima para o ex-líder de uma gangue de Los Angeles. Ao todo, o julgamento durou duas semanas.

Tupac, uma das figuras mais influentes da história do hip-hop, tinha apenas 25 anos quando foi assassinado. O caso, que permaneceu sem solução por décadas, tornou-se um dos mais famosos da história da música americana.

Na ocasião, o músico estava em um carro com Marion "Suge" Knight, então chefe da gravadora Death Row Records, quando pararam em um semáforo. Outro veículo emparelhou ao lado deles, e um dos ocupantes abriu fogo contra o rapper.

Durante o processo, a defesa de Davis classificou como "ficção" as afirmações feitas em seu livro de memórias, publicado em 2018, e acusou a polícia, bem como um promotor que supostamente nutria ressentimento contra ele, de corrupção.

Na época, o assassinato foi atribuído a uma rivalidade de longa data entre duas gangues de Los Angeles ou à disputa contínua entre rappers das costas leste e oeste dos Estados Unidos.

Na realidade, o crime teve uma motivação muito mais banal. As provas apresentadas revelaram que Davis ordenou o ataque, enfurecido porque integrantes da comitiva de Shakur haviam espancado seu sobrinho, Orlando Anderson, em um cassino poucas horas antes.

De acordo com as autoridades americanas, foi o próprio Anderson, que também teve uma morte violenta em 1998 e jamais foi julgado pelo crime, quem disparou os tiros fatais duas horas após a confusão. .

Ansa - Brasil
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