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Ex-capitão do Costa Concordia desiste de pedir semiaberto

Francesco Schettino cumpre 16 anos por naufrágio com 32 mortos

8 abr 2025 - 09h16
(atualizado às 09h43)
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O ex-capitão Francesco Schettino, condenado a 16 anos e um mês de prisão pelo naufrágio do navio Costa Concordia, tragédia com 32 mortos ocorrida em janeiro de 2012, na Itália, desistiu de pedir a progressão para o regime semiaberto.

Francesco Schettino, conhecido como 'capitão covarde'
Francesco Schettino, conhecido como 'capitão covarde'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

    Segundo a advogada do ex-comandante, Francesca Carnicelli, a renúncia se deu por conta de "dificuldades com a proposta de trabalho que havia sido submetida" à Justiça.

    "O procedimento foi encerrado", disse Carnicelli, acrescentando que a desistência partiu do próprio Schettino "porque não havia mais condições". "No futuro, se houver pressupostos para propor isso de novo, nós faremos", acrescentou a advogada.

    Condenado de forma definitiva em 2017, o ex-capitão cumpre a sentença na penitenciária de Rebibbia, em Roma, e já pode usufruir de saídas temporárias da cadeia por bom comportamento.

Relembre

O Costa Concordia se chocou contra as rochas na costa da ilha de Giglio, um paradisíaco destino turístico na região da Toscana, na noite de 13 de janeiro de 2012, o que o fez tombar lateralmente no mar.

    O corpo da última vítima só foi encontrado em novembro de 2014, quando o navio já estava sendo desmontado em um estaleiro em Gênova, na Ligúria. Além disso, durante dois anos e meio, os moradores de Giglio tiveram de conviver com a presença intimidadora de um transatlântico de milhares de toneladas encalhado em seu litoral.

    Na sentença contra Schettino, a Suprema Corte disse que o ex-capitão manteve uma rota e velocidade "totalmente inadequadas", com o objetivo de fazer uma "saudação à ilha de Giglio", prática comum em navios de cruzeiro.

    No entanto o transatlântico se aproximou demais das rochas e acabou encalhado, após Schettino não ter observado o "nível de diligência, prudência e perícia necessário", segundo a Justiça.

    Ele também ganhou o apelido de "capitão covarde" por ter abandonado o Costa Concordia antes da conclusão do resgate dos passageiros. Em uma célebre conversa com o oficial da Capitania dos Portos Gregorio De Falco, o então comandante ouviu a frase "Vada a bordo, cazzo" ("Volte a bordo, caralho"), mas a ignorou.

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Ansa - Brasil
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