Policial de extrema direita é preso na França, suspeito de preparar ato terrorista
Um policial francês de 35 anos foi indiciado e detido no fim de agosto em Paris, sob a suspeita de preparar um atentado terrorista e fabricar armas ilegalmente. A informação foi revelada nesta quinta-feira (17), pelo canal TF1.
Um policial ligado à extrema direita foi detido na França sob suspeita de planejar ataques terroristas contra o Estado. Indiciado pela Justiça, o agente é investigado por preparar atos violentos, incitar o terrorismo online e fabricar ilegalmente armamentos, inclusive por impressão 3D. O caso reflete o avanço da ultradireita, apontado pelas autoridades antiterrorismo francesas como uma das ameaças mais preocupantes do país, impulsionada por redes sociais e pela dark web.
Segundo uma fonte da Justiça confirmou à agência AFP, o agente, apontado como "adepto de uma ideologia radical de extrema direita", também é suspeito de "planejar ataques contra o Estado francês". Ele foi detido em via pública, fora do horário de serviço, no último dia 23 de agosto.
De acordo com o TF1, o policial é suspeito de ter fabricado armas produzidas por impressão 3D, entre outros delitos. As investigações, a cargo de um juiz de instrução desde 27 de agosto, "devem permitir aos investigadores definir com maior precisão a extensão do projeto criminoso e os alvos cogitados", destacou a fonte judicial à AFP.
O homem foi formalmente indiciado por "preparação individual para a prática de um ato terrorista", "fabricação ou comércio sem autorização de armas" das categorias A ou B da legislação francesa, classificação que reúne desde armamentos de uso militar proibidos para civis até armas de fogo sujeitas a autorização especial, como pistolas e determinados fuzis semiautomáticos. Ele também responde por "posse não autorizada de armas" dessas mesmas categorias, em ligação com uma organização terrorista.
A ameaça da extrema direita
O juiz de instrução também indiciou o suspeito por "incitação direta à prática de ato terrorista por meio de um serviço de comunicação ao público online". Os advogados do policial não responderam aos pedidos de comentário da AFP na noite de quinta-feira.
A ameaça representada pela ultradireita "é objeto de atenção especial", havia afirmado em fevereiro o Ministério Público Nacional Antiterrorista francês (PNAT).
"Essa ameaça multifacetada é uma das mais preocupantes na análise compartilhada tanto pelos serviços franceses, quanto nas trocas que mantemos com nossos parceiros estrangeiros, devido à sua disseminação muito dinâmica nas redes sociais e em plataformas da dark web", acrescentou o órgão.
Com AFP
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