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EUA vão transmitir execução por fuzilamento ao vivo; ONU condena

Aplicação da pena de morte de atirador de Fort Hood foi marcada para 3 de dezembro

9 out 2026 - 09h46
(atualizado às 10h54)
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Resumo
O Pentágono anunciou a transmissão ao vivo da execução por fuzilamento de Nidal Hasan, condenado pelo ataque a tiros que deixou 13 mortos em Fort Hood em 2009. Aprovada por Donald Trump e marcada para 3 de dezembro, a pena militar — a primeira dos EUA desde 1961 — visa demonstrar consequências severas à população, segundo a Defesa. A decisão foi condenada pela ONU, que alertou que a exibição pública do procedimento viola a proibição absoluta da tortura perante o direito internacional.

O Pentágono anunciou, na última quinta-feira (8), que a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan, condenado à morte pelo ataque que deixou 13 mortos e 32 feridos na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, será transmitida ao vivo.

Ataque cometido por Nidal Malik Hasan deixou 13 mortos e 32 feridos
Ataque cometido por Nidal Malik Hasan deixou 13 mortos e 32 feridos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação foi divulgada após o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmar que a execução será pública, para que a população do país possa testemunhar o procedimento.

A aplicação da pena está prevista para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento composto por soldados. O Pentágono informou que mais detalhes serão divulgados posteriormente.

Ainda não há informações sobre como será feita a transmissão nem se o público poderá acompanhar a execução presencialmente ou apenas pela televisão e pelas redes sociais.

Hasan, ex-major e psiquiatra do Exército americano, abriu fogo contra militares e funcionários no Centro de Processamento de Prontidão de Soldados, em Fort Hood, em novembro de 2009. O ataque deixou 13 mortos e 32 feridos. No início desta semana, o presidente Donald Trump aprovou a execução por fuzilamento.

"Garantiremos que as pessoas possam testemunhar ? que seja pública ? porque todos precisam entender que existem consequências graves para esse tipo de coisa", afirmou Hegseth.

A possibilidade de transmitir a execução ao vivo provocou uma reação da Organização das Nações Unidas (ONU). Em declaração enviada à agência AFP, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou que a transmissão equivaleria a uma execução pública e violaria a proibição absoluta da tortura.

De acordo com o Death Penalty Information Center, organização sem fins lucrativos que monitora a aplicação da pena de morte nos Estados Unidos, a última execução militar no país ocorreu em 13 de abril de 1961. Na ocasião, o soldado John A. Bennett foi enforcado após ser condenado por estupro e tentativa de homicídio. 

Ansa - Brasil
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