EUA e europeus se opõem à expansão de assentamentos de Israel
Roma, Paris, Londres, Berlim e Washington criticaram decisão
Os ministros das Relações Exteriores da Itália, Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos publicaram uma declaração formal nesta terça-feira (14) em que dizem estar "profundamente preocupados" com a decisão de Israel de continuar a construir assentamentos em terras da Cisjordânia.
"Estamos profundamente preocupados com o anúncio do governo israelense, que está avançando com a construção de 10 mil unidades de assentamento e pretende iniciar um processo para normalizar nove postos avançados já considerados ilegais pela lei israelense. Nos opomos firmemente a essas ações unilaterais que servirão só para exacerbar as tensões entre israelenses e palestinos e a minar os esforços para atingir uma solução negociada de dois Estados", afirma a nota.
Os ministros dos cinco países ainda afirmam que a paz "justa e duradoura" no Oriente Médio só será atingida por meio de "negociações diretas entre as partes" e que "israelenses e palestinos merecem viver em paz com medidas iguais de liberdade, segurança e prosperidade". Os representantes ainda destacam que "continuam empenhados" em ajudar no processo de paz.
"Reafirmamos nosso compromisso em ajudar israelenses e palestinos a ter uma visão de uma Israel independente plenamente integrada no Oriente Médio que viva ao lado de um Estado Palestno soberano e autossuficiente. Continuamos a monitorar a situação de perto", finalizam.
A intensificação desses assentamentos era promessa de campanha do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que lidera o governo mais à direita da história do país, com participação de várias siglas ultranacionalistas. .