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EUA devem estender isenção do petróleo russo para amenizar choque da guerra com o Irã, dizem fontes

10 abr 2026 - 14h30
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‌O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve estender ainda nesta sexta-feira uma isenção que permite a compra de petróleo e produtos petrolíferos russos sancionados, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com o assunto.

O Departamento do Tesouro dos EUA permitiu a compra de petróleo e produtos petrolíferos russos no mar desde meados de março por meio de uma isenção de 30 dias ⁠que expira em 11 de abril, como parte dos esforços para controlar os preços globais ‌de energia durante a guerra EUA-Israel contra o Irã.

O enviado presidencial da Rússia, Kirill Dmitriev, disse que a isenção original liberaria 100 milhões de barris de petróleo bruto ‌russo, o equivalente a quase um dia de produção ‌global.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reuniu-se com Trump na Casa ⁠Branca na quinta-feira para conversar sobre a extensão da isenção e ambos concordaram com a ideia, disse uma das fontes, pedindo para não ser identificada.

Autoridades da Casa Branca e do Departamento do Tesouro não comentaram imediatamente o assunto.

Os preços do petróleo aumentaram desde o início da guerra devido ao fechamento parcial do Estreito de Ormuz, por onde cerca de 20% ‌do petróleo e do gás do mundo eram transportados diariamente antes do conflito.

A Agência Internacional ‌de Energia, composta por 32 ⁠países, afirmou que a ⁠guerra está criando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história.

Os preços dos combustíveis são ⁠uma das principais preocupações de Trump e de ‌seu partido republicano em relação ‌às eleições de meio de mandato em novembro.

As isenções, por sua vez, podem complicar os esforços do Ocidente de privar a Rússia de receita por sua guerra na Ucrânia e colocar Washington em desacordo com seus aliados.

A presidente da Comissão ⁠Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que agora não é o momento de relaxar as sanções contra a Rússia.

REAÇÃO 

Em 20 de março, os EUA também suspenderam as sanções contra o petróleo iraniano no mar por 30 dias, em um esforço para controlar os preços, gerando críticas de parlamentares democratas e ‌republicanos.

"A suspensão das sanções ao petróleo agora beneficia os países que desejam nos prejudicar", disse o senador republicano Jerry Moran no mês passado, ao pedir ao governo que não ⁠renovasse as isenções.

"O Irã e a Rússia estão trabalhando ativamente juntos para colocar em risco os norte-americanos e outras vidas inocentes."

Parlamentares democratas, incluindo Gregory Meeks, principal membro de seu partido no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, apresentaram uma proposta na quinta-feira para interromper a isenção para a Rússia e impedir sua extensão. Para eles, a permissão dá ao presidente russo Vladimir Putin "um passe livre para tirar proveito do aumento global dos custos de energia e encher os cofres da Rússia para sua guerra ilegal contra a Ucrânia -- tudo isso enquanto a Rússia ajuda o Irã a atacar e matar militares norte-americanos no Oriente Médio".

A Índia, um aliado dos EUA que é vulnerável a choques de petróleo como resultado da guerra, espera que Washington renove a isenção do petróleo russo.

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