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EUA atingem lançadores iranianos na Ilha de Larak no primeiro ataque em semanas ao país

Porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã classificou o ataque como um "erro estratégico e fatal do regime Trump" e afirmou que o "inimigo pagará as consequências desse erro de cálculo tanto nas esferas econômica quanto militar".

30 ago 2026 - 20h18
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Resumo
No primeiro ataque ao Irã desde julho, forças dos EUA destruíram lançadores de foguetes na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, para impedir o lançamento de minas navais. A ofensiva com drones deixou dois mortos e feridos, levando a Guarda Revolucionária Islâmica a prometer retaliações militar e econômica. O episódio reacende as tensões em uma rota vital para o petróleo global, em meio ao histórico recente de conflitos, bloqueios marítimos e novas sanções americanas contra Teerã.
Embarcações no Estreito de Ormuz perto da praia de Bandar Abbas, próximo à Ilha de Larak
Embarcações no Estreito de Ormuz perto da praia de Bandar Abbas, próximo à Ilha de Larak
Foto: Reuters / BBC News Brasil

Forças dos Estados Unidos atingiram dois lançadores de foguetes na ilha iraniana de Larak, na região do Estreito de Ormuz, de acordo com o porta-voz do Comando Central dos EUA, comandante Tim Hawkins.

"Forças da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) foram observadas preparando-se para lançar foguetes com minas navais no Estreito de Ormuz", disse ele, em declaração citada pela CBS News, parceira da BBC nos EUA.

A IRGC afirmou que o ataque de domingo matou e feriu várias pessoas e prometeu "responder e punir" os responsáveis pela ofensiva.

Este é o primeiro ataque conhecido dos EUA desde que o presidente americano, Donald Trump, havia interrompido a campanha militar contra o Irã no final de julho.

No início deste mês, o governo americano declarou que havia concluído a remoção de todas as minas da principal rota de navegação do estreito.

A Ilha de Larak fica próxima ao importante porto de Bandar Abbas e está situada exatamente no Estreito de Ormuz, uma via navegável vital para o transporte marítimo global.

Atualmente, o Irã está direcionando o tráfego de petroleiros para passar por essa ilha para inspeção e, segundo relatos, obrigando as embarcações a pagar US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,4 milhões) para atravessar.

Hossein Mohebbi, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, classificou o ataque como um "erro estratégico e fatal do regime Trump" e afirmou que o "inimigo pagará as consequências desse erro de cálculo tanto nas esferas econômica quanto militar".

A agência de notícias iraniana Tasnim, ligada à IRGC, informou que o ataque foi realizado por drones. Relatos indicam que duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas, segundo a agência.

Quando declarou, na semana passada, que todas as minas colocadas pelo Irã no Estreito de Ormuz como parte de seus esforços para bloquear a rota haviam sido detonadas ou removidas, Trump afirmou que o Irã havia sido alertado de que qualquer navio ou barco que lançasse novas minas seria destruído.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, descreveu a afirmação de Trump como uma manobra de propaganda enganosa.

O Irã enfrenta uma nova onda de pressão econômica depois que Washington anunciou mais uma campanha de sanções em 24 de agosto, visando isolar ainda mais Teerã e ampliar as sanções secundárias contra seus aliados.

Autoridades iranianas e a mídia estatal, em grande parte, minimizaram o anúncio, tratando-o como uma continuação de medidas econômicas anteriores divulgadas pelos EUA e que, segundo eles, foram comunicadas após o fracasso militar de Washington no conflito recente entre os dois países, que já ultrapassou a marca de seis meses.

Os EUA e Israel lançaram ataques de grande escala contra o Irã em 28 de fevereiro; o Irã respondeu atacando Israel, bases dos EUA e Estados aliados dos americanos no Golfo, chegando a fechar efetivamente o Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo.

Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passavam por ali antes do início da guerra.

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