EUA anunciam restrições de vistos para sul-africanos que praticam 'racismo' contra brancos
Governo sul-africano nega acusações dos Estados Unidos
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, anunciou nesta terça-feira, 15, uma nova política que restringe vistos a autoridades sul-africanas que pratiquem "racismo" contra brancos e "apropriações de terra sem indenização".
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Os EUA acusam o governo sul-africano de maus tratos a sul-africanos brancos, o que é negado pelos sul-africanos. Os africâneres são um grupo étnico da África do Sul que descendem de colonos europeus. Com a medida, Rubio abriu espaço para que eles peçam auxílio como refugiados.
"Os EUA permanecem profundamente preocupados com crimes motivados por racismo e discriminação patrocinada pelo governo contra os africâneres e outras populações minoritárias na África do Sul, incluindo legislação discriminatória baseada em raça, ameaças de expropriação de terras sem indenização e incitação à violência racial por meio de cânticos e slogans desumanizantes", diz o comunicado.
A medida ocorre em meio a uma disputa por distribuição de terras na África do Sul após a aprovação de uma lei. Atualmente, apesar de representarem mais de 80% da população, os negros só possuem apenas 4% dessas áreas.
A pauta já foi motivo de críticas por parte do presidente Donald Trump. No ano passado, ele chegou a afirmar que o governo sul-africano estava "confiscando terras" da população branca.
"Os Estados Unidos não permitirão que tal comportamento fique impune. Essas ações minam diretamente a paz, a estabilidade econômica e o Estado de Direito, e são incompatíveis com os pilares da política externa americana", acrescenta.
Os EUA encerraram o comunicado alegando que esperam um posicionamento do governo sul-africano.
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