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Estar com o povo é melhor antídoto contra elitismo, diz Papa

Leão XIV também criticou política baseada no grito

25 abr 2026 - 09h53
(atualizado às 11h01)
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O papa Leão XIV defendeu neste sábado (25), em encontro com representantes do Partido Popular Europeu (PPE), de centro-direita, que estar com o povo é o melhor antídoto contra populismos e elitismos e alertou que a política não pode se basear no grito.

Papa Leão XIV se reúne com membros do Partido Popular Europeu (PPE)
Papa Leão XIV se reúne com membros do Partido Popular Europeu (PPE)
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"O povo não é apenas um sujeito passivo, destinatário das propostas e decisões políticas. Ele é, antes de tudo, chamado a ser sujeito ativo, participante de toda ação política", declarou o pontífice em seu discurso.

"A presença no meio das pessoas e seu envolvimento no processo político são o melhor antídoto contra os populismos que buscam apenas o consenso fácil e aos elitismos que tendem a agir sem apoio, duas tendências disseminadas no panorama político atual", salientou.

Durante a audiência, o Papa também afirmou que é preciso desconfiar das "ideologias", que "mistificam a realidade". "Qualquer ideologia distorce as ideias e submete o homem ao seu próprio projeto, mortificando suas verdadeiras aspirações de liberdade, felicidade e bem-estar pessoal e social", acrescentou.

Citando o estadista italiano Alcide De Gasperi, um dos grandes responsáveis pelo processo de integração europeia no pós-guerra, Leão XIV declarou que a política deve "colocar a pessoa humana no centro". "Este é o horizonte dentro do qual ainda hoje se pode fazer política e ao qual é preciso reconduzir a atividade política", disse.

O pontífice também criticou o que definiu como uma "política frequentemente gritada, feita apenas de slogans e que é incapaz de responder às necessidades reais das pessoas".

Segundo Robert Prevost, é preciso "reconquistar" os cidadãos, garantir "condições dignas de trabalho diante de um mercado cada vez mais desumanizador e insatisfatório" e enfrentar os "grandes desafios de nossos dias de modo não ideológico".   

Ansa - Brasil
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