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Estados Unidos

EUA: John Kerry presta juramento como novo secretário de Estado

2 fev 2013 - 00h55
(atualizado às 01h30)
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O ex-senador democrata John Kerry se tornou nesta sexta-feira o novo secretário de Estado americano, apenas três horas depois que uma emocionada Hillary Clinton deixou esse cargo após um último dia marcado pelo atentado contra a embaixada dos Estados Unidos na Turquia.

A juíza do Supremo Tribunal, Elena Kagan, se encarregou de oficiar o juramento, que lhe torna o primeiro homem branco que chega a titular das Relações Exteriores em 16 anos, desde que Christopher Warren deixou o cargo em 1997
A juíza do Supremo Tribunal, Elena Kagan, se encarregou de oficiar o juramento, que lhe torna o primeiro homem branco que chega a titular das Relações Exteriores em 16 anos, desde que Christopher Warren deixou o cargo em 1997
Foto: Reuters

Kerry jurou seu cargo em cerimônia privada no Comitê de Relações Exteriores do Senado, no qual serviu durante quase três décadas, meia hora após ter efetivado sua renúncia à cadeira que ocupava no Senado desde 1984.

A juíza do Supremo Tribunal, Elena Kagan, se encarregou de oficiar o juramento, que lhe torna o primeiro homem branco que chega a titular das Relações Exteriores em 16 anos, desde que Christopher Warren deixou o cargo em 1997.

Pouco antes, Hillary dedicou um emotivo discurso de despedida a centenas de funcionários do Departamento de Estado, ao qual chegou em 2009 e que, disse, teve a "honra" e o "orgulho" de liderar "em momentos complexos e perigosos".

"Esta foi uma semana difícil, por ter de dizer adeus a tanta gente e por saber que não poderei seguir fazendo parte desta incrível equipe", declarou Hillary a seus funcionários.

A ex-primeira dama se mostrou "mais otimista" sobre o papel dos EUA no mundo que quando assumiu seu cargo em 2009, após ter visto, "dia após dia, que muitas das contribuições que fazem" os "diplomatas proporcionam o tipo de paz, progresso e prosperidade que o mundo tanto merece".

Hillary, que confessou que o que mais lamenta de sua gestão diplomática é o atentado que matou quatro americanos em Benghazi (Líbia) no último dia 11 de setembro, teve que lidar em seu último dia com outro ataque terrorista contra uma legação do país, sua embaixada em Ancara, na Turquia, que deixou dois mortos.

Após ser informada do fato, ordenou uma investigação e ligou tanto para seu embaixador nesse país, Francis Ricciardone, como para o ministro das Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, a quem agradeceu "a excelente cooperação das forças de segurança turcas", segundo explicou sua porta-voz, Victoria Nuland.

Os assessores de Kerry também foram informados "em tempo real" do fato e lhe puseram a par de tudo, acrescentou a porta-voz. Hillary fez um último pedido para sua equipe antes de deixar o Departamento de Estado: "que na próxima semana estejam tão centrados e dedicados para o secretário de Estado Kerry como estiveram para mim".

Como aconteceu com Hillary, Kerry viu escapar a presidência em sua frustrada campanha presidencial de 2004, mas ao contrário do que se diz sobre a ex-primeira-dama, o Departamento de Estado é, aparentemente, a última aspiração de sua carreira política.

Ansioso para liderar a diplomacia desde 2008, Kerry já tem preparadas algumas ordens que dará na segunda-feira, quando chegar ao Departamento de Estado para seu primeiro dia no cargo, segundo assegurou hoje em uma entrevista ao jornal "Boston Globe".

"Não vou dar detalhes, mas (algo sobre) Benghazi, sobre segurança nas embaixadas, assuntos relacionados com algumas análises que quero seguir no relacionado com o Irã e com a Síria. Com lugares conflituosos", comentou.

Kerry também antecipou que "haverá uma reunião de alto nível sobre a Síria nos próximos dias", mas não deu mais detalhes nem se acontecerá em nível multilateral.

De acordo com o canal "CNN", que cita fontes do Departamento de Estado, Kerry planeja visitar Israel e Egito ainda este mês em sua primeira viagem oficial, na qual poderia parar também em algum país europeu.

EFE   
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