Equador e Peru se comprometem a enfrentar juntos criminalidade e ameaça climática do El Niño
Os governos de Equador e Peru firmaram acordos de cooperação em Lima para fortalecer a segurança e a economia na fronteira comum. Os países retomarão ações militares coordenadas para combater o crime transnacional, os cartéis de drogas e a crescente mineração ilegal de ouro, no âmbito de uma aliança apoiada pelos EUA. A parceria bilateral também visa a enfrentar os impactos climáticos do fenômeno El Niño, que causa secas e chuvas intensas na região, exigindo esforços preventivos conjuntos.
Os presidentes do Equador e do Peru se comprometeram nesta terça-feira a trabalhar juntos para combater a "criminalidade transfronteiriça" que atua na região de fronteira e para prevenir os efeitos do fenômeno climático El Niño em ambos os países.
Daniel Noboa e Keiko Fujimori assinaram, após uma reunião em Lima, uma série de acordos de caráter econômico e comercial como parte de um processo de integração, após ambos os países terem travado uma breve guerra em meados da década de 1990.
"Hoje, a realidade exige de nós decisões firmes e uma cooperação muito mais forte em matéria de segurança para combater com a contundência necessária a criminalidade transnacional", disse Noboa, após destacar, entre os acordos, um que permite retomar ações militares coordenadas na fronteira comum.
O Equador e o Peru aderiram este ano a uma coalizão patrocinada pelos Estados Unidos com o objetivo de combater os cartéis de drogas e o crime transnacional na região.
Além disso, ambos os países enfrentam os estragos causados pelo El Niño, um fenômeno natural que ocorre quando as águas superficiais do Pacífico se aquecem mais do que o normal na costa da América do Sul, provocando chuvas intensas em algumas zonas e secas em outras, com impacto em quase todo o planeta.
"São desafios enormes e, se somarmos a isso o fenômeno El Niño, acredito que agora, mais do que nunca, somos obrigados a trabalhar juntos e em equipe", afirmou Keiko Fujimori após o encontro realizado no Palácio do Governo, em Lima.
Entre outros acordos, destaca-se o fortalecimento da luta contra a mineração ilegal, segundo a Presidência peruana, principalmente de ouro, que tem crescido na fronteira comum em um momento em que o metal atingiu preços recordes.
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