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Enviado de Trump consegue libertação de 25 presos em Belarus e espera que centenas mais sejam libertados em breve

16 set 2026 - 11h25
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Resumo
Belarus libertou 25 presos políticos, incluindo jornalistas e ativistas, após negociações lideradas por John Coale, enviado do presidente dos EUA, Donald Trump, junto a Alexander Lukashenko. Em troca da soltura, Washington flexibilizou sanções contra o regime bielorrusso. O diplomata norte-americano afirmou que o processo tem sido bem-sucedido e prevê a libertação de mais centenas de detidos no próximo mês.

Belarus libertou 25 presos ‌na quarta-feira em troca de uma nova flexibilização das sanções dos EUA, e o enviado norte-americano John Coale disse à Reuters que centenas de outros podem ser libertados em um mês.

O acordo foi ⁠o mais recente resultado de uma série de ‌negociações que se estendem por mais de um ano entre Coale e o presidente bielorrusso ‌Alexander Lukashenko, um aliado próximo do ‌presidente russo Vladimir Putin.

Coale foi encarregado pelo ⁠presidente Donald Trump de garantir a libertação de centenas de pessoas, incluindo defensores dos direitos humanos, ativistas políticos, jornalistas e advogados.

A diplomacia dos EUA é delicada porque Lukashenko, no comando do antigo Estado ‌soviético desde 1994, há muito tempo é rejeitado ‌pelo Ocidente por ⁠reprimir seus ⁠oponentes e apoiar a guerra da Rússia na Ucrânia.

"Esse (processo) tem ⁠sido muito bem-sucedido. ‌O presidente Trump está ‌muito satisfeito com isso", disse Coale à Reuters na capital lituana, Vilnius, para onde os prisioneiros libertados foram levados.

O número de 25 libertações ⁠foi muito inferior aos 250 que Coale negociou em sua última visita a Minsk, em março.

Mas o norte-americano disse que espera retornar em cerca de um mês e ‌que, nessa altura, "centenas" estariam livres.

O grupo de direitos humanos Viasna, proibido em Belarus por ser considerado ⁠uma organização extremista, afirmou que muitos dos libertados na quarta-feira haviam sido condenados a longas penas de prisão. Um deles, o jornalista Andrei Alyaksandrau, cumpria uma pena de 14 anos.

Também foram libertados três músicos, presos em 2022, cujas canções foram classificadas como "materiais extremistas".

Uma fonte a par da situação disse à Reuters que, além dos 25, espera-se que um número significativo de presos seja libertado e permaneça em Belarus.

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