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Entenda o surto de hantavírus em cruzeiro e por que a OMS descarta pandemia

Infecção no navio MV Hondius deixou três mortos; transmissão entre humanos é rara e não existe vacina ou tratamento específico

8 mai 2026 - 09h55
(atualizado às 13h55)
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Navio com casos de hantavírus gera tensão política e mobiliza autoridades na Espanha. Três pessoas morreram na embarcação de cruzeiro MV Hondius
Navio com casos de hantavírus gera tensão política e mobiliza autoridades na Espanha. Três pessoas morreram na embarcação de cruzeiro MV Hondius
Foto: © - / AFP/File / RFI

A Organização Mundial da Saúde (OMS) investiga um surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril. Até o momento, oito casos foram relatados, incluindo três mortes.

Apesar do alerta sanitário internacional e do isolamento de passageiros, a OMS descarta o risco de uma nova pandemia e afirma que o contágio não se assemelha ao da covid-19.

O que aconteceu no navio

O cruzeiro, operado pela Oceanwide Expeditions, viajava pelo Oceano Atlântico com cerca de 150 passageiros e tripulantes. Durante o trajeto, três pessoas morreram: um casal holandês e uma cidadã alemã.

Outros passageiros foram evacuados para tratamento médico, incluindo um britânico internado em terapia intensiva na África do Sul. O navio, que estava ancorado próximo a Cabo Verde, segue viagem para as Ilhas Canárias, na Espanha.

Como ocorreu a transmissão

O hantavírus é transmitido principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva de roedores infectados. No entanto, a OMS suspeita que, neste caso específico, houve transmissão de pessoa para pessoa a bordo.

A cepa andina do vírus, identificada nos passageiros, é a única conhecida por permitir esse tipo de contágio. "Acreditamos que possa haver alguma transmissão entre humanos que esteja ocorrendo entre os contatos realmente próximos, marido e mulher, pessoas que dividiram cabines", afirmou Maria Van Kerkhove, diretora de preparação e prevenção de epidemias da OMS.

Risco de pandemia descartado

Especialistas reforçam que o hantavírus possui características muito diferentes do coronavírus. "Este não é o início de uma nova epidemia", declarou Van Kerkhove.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o surto deve permanecer limitado se as medidas de saúde pública forem aplicadas.

Sintomas e tratamento

Na fase inicial, segundo a OMS, a hantavirose causa febre, dores musculares, dor de cabeça, dor abdominal e mal-estar. A doença pode evoluir rapidamente para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), provocando dificuldade de respirar, tosse seca e insuficiência respiratória.

Não existe vacina ou tratamento específico para a infecção. O cuidado médico foca no suporte aos sintomas, podendo incluir oxigênio e ventilação mecânica em casos graves.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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