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Dois superpetroleiros saem do Estreito de Ormuz, tráfego continua escasso

31 jul 2026 - 09h45
(atualizado às 10h09)
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Dois superpetroleiros (VLCC) que transportavam ‌petróleo carregado no Golfo Pérsico saíram do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira, com o tráfego pela via navegável permanecendo escasso, de acordo com dados de rastreamento de navios da Kpler.

O navio "Spain B" transporta petróleo bruto carregado no ⁠porto de Ras Tanura, na Arábia Saudita, em 12 ‌de julho, e está atualmente ancorado ao largo de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Já o "Noble", que ‌carregou petróleo bruto de Basrah, no ‌Iraque, em 25 de julho, segue rumo à ⁠China.

Ambos os VLCCs transportam cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto cada. Eles estavam entre os quatro navios de commodities que transitaram pelo estreito até o momento nesta sexta-feira. Todos os quatro saíram da ‌via navegável.

Em comparação, três navios de commodities passaram pelo estreito ‌na quinta-feira, segundo ⁠os dados.

Separadamente, ⁠a PetroChina fretou provisoriamente o VLCC Jamaica Prosperity para transportar carga ⁠da região do Golfo ‌Pérsico para a China, ‌com o carregamento previsto para ocorrer por volta de 3 de agosto no porto de Basrah, no Iraque, de acordo com contratos de frete e ⁠fontes do setor.

A gigante do petróleo não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Enquanto isso, 29 navios de commodities passaram pelo estreito de Bab el-Mandeb na quinta-feira. Desses, 19 entraram na ‌via navegável e 10 saíram. Entre os navios estavam vários petroleiros, incluindo dois VLCCs, dois petroleiros Suezmax e ⁠seis petroleiros Aframax.

Alguns navios podem estar navegando com seus transponders desligados. Eles não são considerados nas contagens.

O Irã e seus aliados houthis atacaram petroleiros que transitavam pelo Estreito de Ormuz e pelo Estreito de Bab el-Mandeb. Um ataque com drone contra navios de gás no porto egípcio de Damietta, no Mediterrâneo, sinalizou uma possível nova frente na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, aumentando a possibilidade de ameaças à navegação pelo Canal de Suez.

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