Dezenas de países fecham seus pavilhões na Bienal de Veneza em protesto contra Israel
Tel Aviv inaugurou seu estande sob forte esquema de segurança
Diversas nações fecharam seus pavilhões na 61ª Bienal de Arte de Veneza em protesto contra Israel nesta sexta-feira (8), data em que Tel Aviv inaugurou seu estande na exposição internacional.
O elenco inclui Áustria, Bélgica, Egito, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Eslovênia, Espanha, Suíça, Turquia, Finlândia, Holanda, Irlanda, Catar, Malta, Chipre, Equador, Reino Unido e Artes Aplicadas, informou a plataforma pró-Palestina Global Project nas redes sociais, reforçando que a lista poderá ser atualizada.
"Dezenas de pavilhões e exposições na Bienal de Veneza permanecem fechados devido à greve de trabalhadores da cultura em protesto contra a presença do pavilhão de Israel e o genocídio em curso na Palestina", diz a publicação, acrescentando que a mobilização foi promovida pelo coletivo Art Not Genocide Alliance (Anga) e por outras entidades.
De acordo com o comunicado da Global Project, na tarde desta sexta, no horário local, está prevista uma passeata da Via Garibaldi até o pavilhão israelense no Arsenale, "contra o genocídio e a militarização da economia, pelos direitos dos trabalhadores e em solidariedade aos ativistas da Flotilha Global Sumud, [o brasileiro] Thiago [Ávila] e [o espanhol-palestino] Saif [Abukeshek], atualmente detidos em Israel".
O pavilhão israelense na mostra internacional de arte contemporânea em Veneza foi inaugurado hoje sob um forte esquema de segurança dentro e fora do espaço, contando, inclusive, com a ronda de um helicóptero.
"Estamos aqui para construir pontes, não para nos envolvermos em discussões ou conflitos. Queremos expressar nosso desejo de coexistência e aceitação entre indivíduos e nações", declarou o embaixador de Israel na Itália, Jonathan Peled, na cerimônia de abertura do pavilhão, voltada apenas a convidados e a um seleto grupo de jornalistas.
O governo de Benjamin Netanyahu tem sido altamente criticado pelas guerras no Oriente Médio e pelas prisões de ativistas pró-Palestina em águas internacionais, caso do brasileiro Thiago Ávila. Além disso, o primeiro-ministro do país é alvo de um mandado de prisão por crimes contra a humanidade, expedido pelo Tribunal Penal Internacional.
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