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Detida, ex-líder de Mianmar Aung San Suu Kyi se reúne com representante da Cruz Vermelha

3 ago 2026 - 10h37
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A ex-líder de Mianmar Aung San Suu Kyi, ‌que está detida, se reuniu com um representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha nesta segunda-feira, após anos de dúvidas sobre a saúde e o bem-estar da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, de 81 anos.

Suu Kyi está detida desde fevereiro de 2021, quando um governo civil eleito ⁠liderado por ela foi derrubado pelos militares de Mianmar em um golpe ‌de Estado ocorrido ao amanhecer, mergulhando o empobrecido país do Sudeste Asiático em turbulência.

Desde então, tem sido difícil determinar o paradeiro exato e ‌o estado de saúde de Suu Kyi, e ‌nenhum líder ou enviado estrangeiro se encontrou publicamente com ela, ⁠apesar dos pedidos de contato por parte de países da região que excluíram a liderança de Mianmar de suas cúpulas.

Na segunda-feira, Suu Kyi se reuniu com Arnaud de Baecque, representante residente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Mianmar, na capital Naypyitaw, informou a porta-voz do governo, Khine ‌Khine Soe, em uma mensagem pelo Telegram.

O CICV confirmou que um delegado se ‌reuniu com Suu Kyi, ⁠sem revelar o ⁠nome do funcionário, enquanto o filho dela descreveu a visita como o primeiro desdobramento ⁠positivo em relação à mãe em ‌mais de cinco anos.

Em uma ‌das quatro fotografias fornecidas pela porta-voz do governo de Mianmar, Suu Kyi aparece vestida com trajes tradicionais e em pé, sem ajuda, apertando a mão de Baecque.

Em outra, os dois estão sentados em ⁠uma sala com pouca mobília e painéis de madeira, contendo apenas duas cadeiras e uma mesa.

O CICV disse que a visita atendeu aos seus padrões e procedimentos para visitar pessoas privadas de liberdade. "Isso incluiu a oportunidade de conversar com Daw Aung San ‌Suu Kyi em particular", afirmou em comunicado, utilizando um título honorífico birmanês.

O filho de Suu Kyi, Kim Aris, disse que ainda não havia ⁠recebido confirmação independente sobre o estado de saúde ou o bem-estar de sua mãe.

"Isso pode ser um primeiro passo, mas não deve ser o último", declarou ele em um comunicado.

"Espero que isso leve a novos avanços humanitários, incluindo contato direto com minha mãe, acesso para nossa família, informações confiáveis e verificadas de forma independente sobre seu bem-estar e, por fim, sua libertação imediata e incondicional, juntamente com todos os presos políticos."

Aris disse à Reuters em dezembro que havia recebido apenas detalhes esporádicos e de segunda mão sobre os problemas cardíacos, ósseos e gengivais de sua mãe — e que não tinha notícias dela há anos.

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