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Democratas superam republicanos em questões econômicas enquanto aprovação de Trump cai, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

3 ago 2026 - 18h25
(atualizado às 19h05)
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Pela primeira vez em quase uma década, os ‌norte-americanos consideraram os democratas melhores gestores da economia do que os republicanos, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos, que também mostrou que a aprovação do desempenho do presidente Donald Trump caiu para 35%.

O resultado, obtido em uma pesquisa realizada de quarta-feira a esta segunda-feira, mostrou como a gestão de Trump da economia — incluindo o aumento dos preços da energia decorrente da guerra com o Irã — pode pesar sobre ⁠as chances de seu partido nas eleições de meio de mandato de novembro, que determinarão o controle ‌do Congresso pelos próximos dois anos.

O índice de aprovação presidencial de Trump caiu de 37% para 35% em relação a uma pesquisa anterior Reuters/Ipsos realizada no mês passado, com a porcentagem de norte-americanos ‌que aprovam sua Presidência a apenas 1 ponto percentual do nível ‌mais baixo de seu mandato.

Para 37% dos eleitores registrados que responderam à pesquisa,  o Partido ⁠Democrata tem uma abordagem melhor para a economia dos EUA, em comparação com 36% que escolheram o Partido Republicano. Outros 27% disseram não ter certeza ou que um partido diferente faria um trabalho melhor.

Os republicanos mantiveram a vantagem em relação à economia durante a maior parte do primeiro mandato de Trump, entre 2017 e 2021, ao longo dos quatro anos do presidente democrata Joe Biden no poder ‌e até o início do segundo mandato de Trump. Uma pesquisa Reuters/Ipsos concluída em maio de 2017 ‌deu vantagem aos democratas, embora a ⁠pergunta tenha sido formulada ⁠de maneira diferente, sem a opção de os entrevistados dizerem que não tinham certeza ou que outro partido teria ⁠um desempenho melhor.

DETERIORAÇÃO DA VANTAGEM REPUBLICANA

A vantagem republicana em relação ‌à economia tem se deteriorado constantemente ‌durante o atual mandato de Trump, reduzindo-se a zero nos últimos meses, à medida que as finanças das famílias norte-americanas sofreram com a alta vertiginosa dos preços da gasolina após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã em fevereiro e a guerra que vem ⁠se intensificando desde então.

Trump afirmou ter ordenado os ataques e o conflito subsequente para desmantelar o programa nuclear do Irã, coibir sua capacidade de atacar rivais regionais e criar condições para que os iranianos derrubem seus governantes clericais. Mas os preços da gasolina subiram mais de 25% desde o início da guerra, com os norte-americanos pagando, em média, ‌mais de um dólar a mais por galão (3,8 litros) nos postos de combustível.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online e em todo o país, mostrou que 42% dos eleitores registrados votariam em um democrata nas ⁠eleições para o Congresso e 37% votariam nos republicanos se a disputa ocorresse agora. Os eleitores independentes na pesquisa preferiram os democratas aos republicanos por 12 pontos percentuais. Os republicanos defenderão maiorias estreitas nas duas Casas do Congresso nas eleições de 3 de novembro.

Embora a pesquisa apresente um panorama do clima político nacional, as eleições reais para o Congresso dos EUA são mais complexas. Das 435 cadeiras da Câmara dos Deputados, espera-se que apenas cerca de três dúzias sejam competitivas, enquanto cerca de oito cadeiras no Senado devem ter disputas acirradas.

Trump tem repetidamente descartado pesquisas generalizadas que mostram os norte-americanos insatisfeitos com sua liderança. Na manhã desta segunda-feira, antes da divulgação da última pesquisa Reuters/Ipsos, ele postou em sua conta no Truth Social: "Meus números REAIS nas pesquisas, e não aqueles inventados pela mídia de fake news, estão melhores do que nunca."

A pesquisa Reuters/Ipsos coletou respostas de 4.505 adultos norte-americanos e teve uma margem de erro de 2 pontos percentuais.

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